sexta, 06 de março de 2026
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HOSPITAL ALIANÇA FOI CREDENCIADO PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA A REALIZAÇÃO DE TRANSPLANTES DE FÍGADO

João Paulo - 06/03/2026 13:40 - Atualizado 06/03/2026

A ampliação do Programa de Transplante Hepático da Rede D’Or na Bahia fortalece o acesso dos baianos a um procedimento que representa a principal chance de sobrevida para pacientes com doenças graves do fígado.

Para milhares de pessoas que convivem com doenças avançadas do fígado, o transplante hepático significa mais do que um tratamento. Em casos como cirrose descompensada, câncer primário do fígado e insuficiência hepática aguda grave, o procedimento é, muitas vezes, a única alternativa capaz de prolongar a vida.

Na Bahia, o acesso ao transplante hepático foi ampliado com o credenciamento do Hospital Aliança junto ao Sistema Nacional de Transplantes (SNT), coordenado pelo Ministério da Saúde. A expansão do Programa de Transplantes Hepáticos da Rede D’Or Regional Bahia está sob a gestão do hepatologista e diretor do Hospital Aliança, Dr. Raymundo Paraná, e do gastroenterologista Dr. Paulo Bittencourt, coordenador do Programa de Transplante Hepático da unidade.

A ampliação fortalece a rede de cuidado aos pacientes hepáticos no estado. O Hospital São Rafael já possui credenciamento 2005, e unidades como os hospitais Cárdio Pulmonar e Aeroporto, em Salvador, além do Hospital Santa Emília, em Feira de Santana, atuam de forma integrada no acompanhamento de pessoas com cirrose e câncer de fígado, desde a avaliação inicial até o seguimento após o transplante, seguindo protocolos unificados e baseados em evidências científicas.

“Apesar do grande número de pacientes com cirrose e câncer de fígado na Bahia, ainda são poucos os que chegam à lista de transplante”, alerta o hepatologista.

Dr. Raymundo Paraná avalia que, apesar do grande número de pacientes com cirrose e câncer de fígado na Bahia, ainda são poucos os que chegam à lista de transplante. “Muitos doentes não estão sendo encaminhados a tempo ou não têm acesso adequado aos serviços especializados. Parte da população ainda não sabe que o transplante pode salvar vidas. Soma-se a isso o fato de que, muitas vezes, o procedimento é visto por profissionais de saúde como um último recurso, lembrado apenas quando todas as outras opções já se esgotaram, o que acaba limitando uma chance real de sobrevida”, afirma. Atualmente, cerca de 100 baianos estão inscritos para transplante de fígado.

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