

O Irã anunciou nesta segunda-feira (2) o fechamento do Estreito de Ormuz e ameaçou incendiar qualquer navio que tente atravessar a rota. O comunicado foi feito por um porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã, como retaliação pela morte do líder supremo do país, Ali Khamenei.
Segundo a mídia estatal iraniana, o comandante afirmou que o estreito está oficialmente fechado e que forças da Guarda Revolucionária e da Marinha agirão contra embarcações que desrespeitarem a determinação.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, responsável pelo escoamento de cerca de um quinto do petróleo global. A passagem conecta grandes produtores do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. O bloqueio pode provocar forte alta no preço do barril, com estimativas de que ultrapasse os US$ 100.
Mais cedo, a Guarda Revolucionária realizou um ataque com drones contra o petroleiro Athen Nova, que navegava pela região. A informação foi confirmada por fontes ouvidas pela agência Reuters.
Em meio à escalada da tensão, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, acusou Estados Unidos e Israel de ataques a uma escola de meninas no sul do país — que deixou 168 mortos — e a um hospital em Teerã. Nem Washington nem Tel Aviv confirmaram envolvimento. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou estar confiante na vitória americana na ofensiva contra Teerã.
O governo iraniano afirmou que não recuará diante dos ataques e prometeu responsabilizar seus adversários.
foto: Reprodução/Mais Geografia



