

No próximo dia 8 de março (Dia Internacional das Mulheres), a capital baiana não será palco apenas de homenagens às mulheres baianas, mas de uma mobilização histórica, que acontece anualmente em todo país e promete transformar indignação em força política. Trata-se do ato “Mulheres vivas, em luta e sem medo: Por Democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e da escala 6×1”, que ocorre no dia 08 (domingo), com concentração às 9h, no Cristo, seguindo em caminhada até o Farol da Barra, em Salvador.
Organizado e convocado pelo Movimento 8M – coletivo unificado de organizações feministas, sindicatos, movimentos sociais urbanos e rurais, e partidos políticos , o ato tem o objetivo de denunciar a escalada da violência de gênero na Bahia e exigir políticas públicas que saiam do papel.
O cenário que motiva o protesto é alarmante: em 2025, 103 mulheres foram assassinadas na Bahia, ocupando assim o quarto lugar entre os estados do país com maior volume de casos de feminicídio, segundo o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), vinculado ao Ministério da Justiça. Os dados revelam o rosto das principais vítimas da violência: mais de 80% são mulheres negras, jovens e trabalhadoras.
“Não somos estatísticas. O feminicídio é o ápice de um sistema que negligência nossos direitos, que vão desde a falta de uma creche até a ausência de casas-abrigo” , denuncia a coordenação do 8M Bahia.
Em 2026, o movimento amplia o debate para além da segurança pública, conectando a violência doméstica à exploração trabalhista. Entre as principais bandeiras estão: fim do feminicídio, exigência de orçamento real para serviços públicos de proteção e medidas protetivas eficazes com agilidade. Além da redução da jornada de trabalho no país, com o fim da escala 6×1, visando a saúde mental e o tempo de vida das trabalhadoras.
Para o Movimento 8M , é evidente a afirmação de que não existe democracia real enquanto mulheres forem silenciadas através do seu assassinato ou através do medo. O 8M tece críticas ainda ao desmonte de serviços de atendimento à mulher e à precarização das políticas de proteção.
“O ato do dia 8 de março não é apenas uma caminhada, mas a manifestação de um movimento social organizado que se recusa a aceitar o “novo normal” da violência. É também um convite para que cada cidadã e cidadão se juntem à luta por democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e escala 6×1″, declara a coordenação do 8M na Bahia.
SERVIÇO:
O QUÊ: Ato Unificado 8M Bahia Dia Internacional das Mulheres – “Mulheres vivas, em luta e sem medo: Por Democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e da escala 6×1”
QUANDO : 8 de Março de 2026 (Domingo), às 9h.
ONDE: Concentração no Cristo (Barra), com destino ao Farol da Barra.



