A Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) iniciou um projeto piloto de radar com tecnologia de inteligência artificial (IA) na Avenida Afrânio Peixoto, em Salvador. O equipamento é voltado à identificação de motociclistas que trafegam sem capacete, mas, nesta fase inicial, não emite notificações nem aplica multas.
Como funciona o sistema
De acordo com a autarquia, o radar utiliza algoritmos de IA capazes de identificar comportamentos de risco no trânsito, com destaque para a detecção automática de condutores e passageiros de motocicletas sem capacete. A tecnologia permite o processamento de imagens e dados em tempo real, ampliando a capacidade de monitoramento das vias.
Segundo a Transalvador, o objetivo do projeto é avaliar o desempenho da ferramenta e aperfeiçoar sua eficiência antes de qualquer eventual implementação definitiva. Além da identificação de infrações, o sistema também possibilita a coleta de dados que poderão subsidiar estudos sobre o comportamento dos condutores e o planejamento de políticas públicas de mobilidade urbana.
Fase de testes e próximos passos
O projeto integra um conjunto de iniciativas voltadas à modernização da fiscalização de trânsito na capital baiana. Até o momento, não há previsão para que o radar passe a autuar motoristas. A continuidade da iniciativa dependerá da análise técnica dos resultados obtidos durante o período de testes.
Experiência em rodovias brasileiras
Sistemas semelhantes já operam em rodovias do país e apresentam resultados expressivos. Na Rodovia Anhanguera, em Ribeirão Preto, e na Rodovia Campinas–Mogi, em Mogi Mirim, radares equipados com câmeras 4K e sensores integrados à IA identificaram mais de 20 mil infrações em cinco meses.
Entre as irregularidades registradas estão o uso de celular ao volante, a falta do cinto de segurança, o transporte inadequado de crianças e até braços para fora da janela durante a condução. Dados divulgados apontam que, em um dos trechos monitorados da Anhanguera, uma única câmera flagrou cerca de 17 mil casos de não uso do cinto e aproximadamente 3 mil de manuseio de celular ao volante.
Além do aumento na fiscalização, representantes das concessionárias informaram que houve redução de cerca de 30% nos acidentes no trecho monitorado da Anhanguera, resultado atribuído à maior percepção de fiscalização por parte dos condutores e ao uso da tecnologia como ferramenta de prevenção.







