

A morte do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, provocou uma onda de violência em diversas regiões do México e fez com que a FIFA passasse a acompanhar de perto a situação de segurança no país. A entidade solicitou relatórios internos para avaliar possíveis impactos na realização da Copa do Mundo, que terá cidades mexicanas como sedes.
O estado de Jalisco é o principal ponto de atenção, especialmente sua capital, Guadalajara, onde foram registrados pelo menos seis ataques simultâneos atribuídos a ações de retaliação de grupos criminosos após a confirmação da morte do líder do Cartel Jalisco Nueva Generación, uma das organizações mais poderosas do país.
Confirmada como sede do torneio, Guadalajara receberá quatro partidas da Copa do Mundo e também será palco de jogos da repescagem das Eliminatórias, com a participação de seleções como Nova Caledônia, Jamaica e República do Congo.
Além de Guadalajara, as partidas no México serão distribuídas entre Monterrey, com quatro confrontos previstos, e Cidade do México, que sediará cinco jogos. As três cidades são consideradas estratégicas para o planejamento do evento, que será realizado em conjunto com Estados Unidos e Canadá.
Diante do cenário recente, Guadalajara permanece sob alerta vermelho decretado pelo governo estadual, com reforço na vigilância e aumento das operações preventivas para conter possíveis novos episódios de violência.
Apesar dos episódios registrados, o governo mexicano garante que não há indícios de risco direto à realização da Copa do Mundo. O país reafirma o compromisso com os protocolos de segurança exigidos pela FIFA e aguarda um posicionamento oficial da entidade sobre os relatórios solicitados. Até o momento, não houve alterações nas sedes nem no cronograma dos jogos planejados para o território mexicano.
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