

A Oncoclínicas, que na Bahia controla Núcleo de Oncologia da Bahia (NOB), a Clínica CAM, CEON e Memorial Itaigara, está atravessando uma crise financeira e de governança, após sofrer forte impacto financeiro devido à liquidação do Banco Master, pois possuía cerca de R$ 478 milhões em CDBs da instituição. E agora está tendo de lidar agora com os primeiros sinais de contágio dos problemas
Com a liquidação do Master, no fim de 2025, 8,7% das ações da Oncoclínicas foram transferidas ao Banco de Brasília (BRB). A empresa, no entanto, tenta na Justiça reaver os 15% que o Master detinha ali.
Segundo o portal Invest News, a Oncoclínicas já começou a perder médicos, enquanto fornecedores e potenciais parceiros vêm demonstrando maior cautela em relação à companhia devido ao seu perfil de crédito.
No último dia 4, foi anunciado o nome de Camille Faria como vice-presidente executiva, ocupando um supercargo responsável pelas diretorias corporativas e de negócios. Ela foi figura central na reestruturação da Americanas após a crise bilionária da varejista, Faria também atuou na primeira recuperação judicial da Oi.
Mantido o cenário atual, o mercado começa a vislumbrar a possibilidade de a rede, hoje líder no mercado ambulatorial de oncologia, perder sua vantagem sobre a concorrência.
Segundo o BTG, as dificuldades financeiras da empresa têm levado médicos a buscar oportunidades em concorrentes – e a tendência pode se intensificar.
Fontes afirmam que para equilibrar as contas a Oncoclínicas também passou a rever “alguns parâmetros da remuneração dos médicos”, o que teria gerado insatisfação maior entre os profissionais.
Ainda segundo o BTG, a operação de oncologia da Rede D’Or tende a ser a mais beneficiada neste momento, sobretudo em São Paulo, Minas, Rio, Bahia e no Distrito Federal.
Ainda assim, executivos do setor veem a empresa como um negócio com fundamentos sólidos e reconhecida pela qualidade da assistência médica. Por isso, fundos especializados em ativos sob estresse acompanham o caso de perto, de olho numa participação societária.
Um dos potenciais interessados é a IG4, de Paulo Mattos, o mesmo que assumiu a Braskem. Com informações da InvestNews.