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ALIADO DE ACM NETO SERÁ RELATOR DA PEC 6X1 EM COMISSÃO DA CÂMARA

VICTOR OLIVEIRA - 23/02/2026 17:46

Aliado do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), o deputado Paulo Azi (União Brasil-BA) deve ser oficializado nesta terça-feira (24) como relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da jornada de trabalho 6×1, principal pauta do governo Lula (PT) neste semestre.

A decisão sobre o relator ocorreu em reunião entre o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, Leur Lomanto (União Brasil-BA), no domingo. Lomanto afirmou que anunciará oficialmente Azi após conversas de Motta com líderes partidários, mas nos bastidores o nome já é dado como certo, segundo informações do site Metrópoles e confirmadas pela Folha.

Papel do relator e contexto político

O relator tem a função de negociar mudanças no projeto com governo, parlamentares e sociedade, além de emitir parecer sobre a admissibilidade da PEC na CCJ, avaliando se algum artigo fere cláusulas pétreas da Constituição.

A indicação de Azi também tem viés político: ACM Neto lidera pesquisas de intenção de voto contra o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). O grupo do ex-prefeito pretende capitalizar politicamente o tema, dividindo os ganhos políticos da pauta.

Azi foi presidente da CCJ em 2025 e é considerado parte da ala moderada do União Brasil, mantendo oposição ao PT.

PECs em discussão

Na CCJ, duas PECs são discutidas conjuntamente:

  • A proposta da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que prevê redução da jornada de 44 para 36 horas semanais e trabalho em apenas quatro dias;

  • A proposta do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que reduz a jornada de 44 para 36 horas semanais.

Após a discussão na CCJ, o texto ainda pode ser alterado por uma comissão especial.

Pressão de setores empresariais

Empresários organizam três frentes para tentar frear a PEC: adiar a votação para depois das eleições, apresentar estudos e campanhas sobre impactos negativos da medida e propor alternativas, como desoneração da folha ou pagamento por hora trabalhada.

Foto; Reprodução

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