

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que o comando do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal preste esclarecimentos, no prazo de 48 horas, sobre a realização de uma visita fora do horário autorizado ao ex-ministro Anderson Torres. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (23).
De acordo com a determinação, um relatório de visitas encaminhado pelo 19º BPM — unidade da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) responsável pela segurança no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como “Papudinha” — registrou a entrada do pai e da irmã de Torres no dia 11 de fevereiro de 2026, entre 17h e 19h.
Embora a data corresponda a um dia regular de visitas (quarta-feira), o horário informado ultrapassa o período permitido, fixado entre 8h e 16h, dividido em três faixas específicas. Segundo Moraes, a entrada ocorreu “fora dos horários previamente autorizados”.
Na decisão, o ministro cita os artigos 21 e 341 do Regimento Interno do STF para fundamentar a medida e determina que o comando do batalhão apresente justificativas formais sobre a ocorrência.
Condenação de Anderson Torres
Anderson Torres foi condenado a 24 anos de prisão por envolvimento na chamada trama golpista. Entre os crimes atribuídos a ele estão organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado por violência e grave ameaça ao patrimônio da União, além de deterioração de patrimônio tombado.
A determinação de Moraes busca esclarecer se houve descumprimento das normas internas da unidade prisional e se a visita ocorreu com autorização excepcional ou por falha administrativa. O caso segue sob acompanhamento do STF.
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