

A taxa de desocupação na Bahia fechou 2025 em 8,7%, o menor resultado dos 14 anos da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), iniciada em 2012. Foi o quarto recuo anual consecutivo do indicador no estado.
No 4º trimestre de 2025, a taxa ficou em 8,0%, após marcar 8,5% no trimestre anterior. Foi a terceira queda seguida e o menor patamar já registrado para um quarto trimestre na série. Apesar da melhora, a Bahia manteve a 3ª maior taxa do país no período, atrás de Pernambuco (8,8%) e Amapá (8,4%), empatada com Piauí e Alagoas (8,0%).
No acumulado do ano, a taxa baiana (8,7%) foi a 2ª mais alta entre as unidades da Federação, empatada com Pernambuco (8,7%) e abaixo apenas do Piauí (9,3%). O índice também permaneceu acima da média nacional, que foi de 5,6%, e quatro vezes maior que o de Mato Grosso (2,2%), o menor do país.
Em Salvador, a taxa de desocupação ficou em 8,2% no 4º trimestre, levemente acima da média estadual, mas também a mais baixa da série histórica no município. No ranking das capitais, foi a 4ª maior, atrás de Manaus (8,9%), Aracaju (8,4%) e Belém (8,3%).
No fechamento de 2025, Salvador registrou taxa média anual de 8,9%, a menor desde 2012. A capital baiana, que tinha o maior desemprego entre as capitais em 2024 (13,0%), passou a ocupar a 5ª posição no ranking, atrás de São Luís (9,3%), Manaus (9,2%), Belém (9,1%) e Teresina (9,0%).
Já a Região Metropolitana de Salvador (RMS) apresentou taxa de 9,5% no 4º trimestre, com leve queda frente ao trimestre anterior (9,7%) e também o menor nível da série histórica. Ainda assim, permaneceu com a taxa mais alta entre as 21 regiões metropolitanas pesquisadas pela PNADC.
No acumulado de 2025, a taxa de desocupação da RMS foi de 10,1% — igualmente a menor da série —, mas continuou sendo a mais elevada entre as regiões metropolitanas investigadas.
A taxa de desocupação mede a proporção de pessoas com 14 anos ou mais que não estavam trabalhando, mas procuraram emprego, em relação ao total da força de trabalho (ocupados e desocupados).
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil



