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EDSON BINDILATTI SE DESPEDE DO BOBSLED APÓS NOVA PARTICIPAÇÃO OLÍMPICA

João Paulo - 20/02/2026 09:40 - Atualizado 20/02/2026

Natural da Bahia, Edson Bindilatti construiu uma das trajetórias mais improváveis do esporte brasileiro. Em uma modalidade disputada em pistas de gelo, onde trenós ultrapassam 130 km/h, ele se tornou referência nacional no bobsled e representante do Brasil em seis edições dos Jogos Olímpicos de Inverno — de Jogos Olímpicos de Inverno de Salt Lake City 2002 a Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026.

Nos Jogos mais recentes, realizados em fevereiro na Itália, Bindilatti competiu na prova do two-man (duplas) e encerrou sua participação com a 24ª colocação. O resultado marcou um dos últimos capítulos de sua trajetória no alto rendimento. O encerramento foi simbólico: o atleta foi escolhido para representar o Brasil como porta-bandeira na cerimônia de encerramento, coroando uma carreira histórica no gelo.

Diretamente de Cortina d’Ampezzo, o piloto destacou o significado dessa participação: “Estou aqui em Cortina d’Ampezzo, na Itália, onde estão sendo realizados os Jogos Olímpicos de Inverno 2026. Para quem ainda não conhece o bobsled, é um trenó que desce por uma pista sinuosa de gelo, atingindo uma velocidade média de 130 km/h. Essa é a minha sexta participação olímpica, e é sempre uma emoção enorme representar o Brasil em uma competição desse nível.”

Ao longo dos anos, Bindilatti passou de integrante da equipe a piloto do trenó brasileiro — posição estratégica que exige liderança, precisão técnica e decisões tomadas em milésimos de segundo.

Educação como legado além das pistas

Paralelamente à carreira esportiva, o atleta investiu na formação acadêmica e concluiu a pós-graduação em Gestão de Negócios, Marketing e Comunicação nos Esportes pela Estácio de Sá. A formação integra iniciativas apoiadas pelo Instituto Yduqs e pela Estácio, em parceria com o Instituto Olímpico Brasileiro, braço educacional do Comitê Olímpico do Brasil, voltadas ao desenvolvimento acadêmico de atletas brasileiros.

No depoimento, Bindilatti ressaltou o impacto da educação em sua trajetória: “Quero agradecer à Estácio, ao Instituto Yduqs e ao Instituto Olímpico Brasileiro pela oportunidade de realizar minha pós-graduação. A educação é fundamental para o desenvolvimento — não só no esporte, mas na vida. Essa formação ampliou minha visão, fortaleceu minha preparação mental e me ajudou muito a enxergar novas possibilidades para o futuro.”

Ao se despedir das pistas, o atleta deixa um legado de pioneirismo para o bobsled brasileiro e reforça como educação e esporte podem caminhar juntos na construção de novas etapas de carreira. Para a Estácio, a trajetória simboliza o potencial transformador do acesso ao ensino superior. A história do Edson mostra que talento e oportunidade, quando caminham juntos, geram impacto social e inspiram novas gerações.

Foto: divulgação

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