

O presidente Donald Trump intensificou as medidas de pressão sobre Cuba nesta terça-feira (17), ao descrever o país como uma “nação falida” enquanto negociações continuam entre Washington e Havana. A declaração ocorre em meio a uma severa crise energética na ilha, agravada por restrições ao fornecimento de petróleo, cortes de combustível e impactos em serviços essenciais como transporte e operações aeroportuárias.
A pressão econômica dos Estados Unidos se reflete na redução de envios de petróleo que o país vinha recebendo, primeiro da Venezuela e depois também do México, após ameaças de tarifas norte-americanas sobre países que continuassem a fornecer combustível. Esse aperto contribuiu para escassez de combustíveis que afetou voos e operações domésticas, agravando problemas logísticos e de mobilidade em Cuba.
Trump afirmou que há conversas em andamento com autoridades cubanas para tentar alcançar um acordo que iguale os interesses dos dois países. O presidente norte-americano sugeriu que uma operação militar similar à realizada recentemente na Venezuela só seria considerada se as negociações fracassarem. O contexto de tensão inclui preocupações humanitárias vinculadas à crise de combustíveis, enquanto líderes internacionais e órgãos como as Nações Unidas já pedem o fim de sanções consideradas prejudiciais à população cubana.



