

A Vale (VALE3) reportou no 4T25 prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões, quase cinco vezes superior ao resultado negativo de US$ 694 milhões um ano antes, pressionado por baixas contábeis que somaram US$ 3,5 bilhões em ativos de níquel no Canadá e US$ 2,8 bilhões em imposto diferido. Excluindo efeitos não recorrentes, o lucro líquido proforma teria sido de US$ 1,4 bilhão, abaixo da expectativa de US$ 2,457 bilhões.
Apesar do impacto contábil, o desempenho operacional mostrou resiliência, com Ebitda de US$ 4,5 bilhões (ou US$ 4,8 bilhões na modalidade proforma, margem de 44%) e receita líquida de US$ 11 bilhões, alta de 9% no ano. Em 2025, a mineradora acumulou lucro de R$ 13,8 bilhões, além de registrar Fluxo de Caixa Livre Recorrente de US$ 1,6 bilhão (+107%) e reduzir a dívida líquida expandida para US$ 15,5 bilhões (queda de 5%), dentro da meta de US$ 10 a 20 bilhões.
No mercado, as ações seguem como um dos destaques de 2026, com valorização próxima de 24% no ano e renovação da máxima histórica em R$ 91,62. Após tocar esse patamar, o papel recuou 0,95%, fechando a R$ 89,23, deixando sombra superior no candle — sinal de possível exaustão no curtíssimo prazo.
Ainda assim, a estrutura técnica permanece altista, com preços acima das médias móveis. O movimento, contudo, já mostra sinais de esticamento: o IFR (14) marca 66,54 no diário e 89,81 no semanal, em região de sobrecompra, o que eleva a probabilidade de ajustes técnicos, sem descaracterizar, por ora, a tendência principal de alta.
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