

Lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) articulam, nos bastidores, a formação de uma federação partidária com foco nas eleições de 2026. A iniciativa conta com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo interlocutores, poderá atuar diretamente para superar eventuais resistências internas nas duas siglas.
A informação foi divulgada pelo blog do jornalista Pedro Venceslau, da CNN. De acordo com a publicação, o movimento busca fortalecer o campo da esquerda no próximo pleito nacional.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, é um dos principais defensores da proposta. No PSOL, o grupo liderado por ele, denominado Revolução Solidária, apoia a formação da federação. Já outra ala do partido, conhecida como PSOL Popular, se posiciona de forma contrária à aliança com o PT.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, Lula avalia Boulos e a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) como quadros políticos fortes e promissores. A leitura entre aliados do presidente é de que a união formal entre as legendas poderia ampliar a competitividade eleitoral e consolidar uma frente mais coesa no campo progressista.
Aliados de Boulos também afirmam que o ministro pode, futuramente, migrar para o PT, mas somente após as eleições. Essa eventual mudança partidária, no entanto, não integra a articulação imediata da federação.
Caso avance, a federação obrigaria PT e PSOL a atuarem de forma conjunta em âmbito nacional por, no mínimo, quatro anos, compartilhando estratégias eleitorais e posições no Congresso Nacional.
Foto: Reprodução



