

A primeira estimativa para a safra baiana de cereais, leguminosas e oleaginosas (também conhecidos como grãos) em 2026 prevê, em janeiro, que a produção deve chegar a 12.235.097 toneladas neste ano. Isso representa uma queda de 4,7% (ou menos 604.480 t) em relação ao resultado recorde de 2025 (12.839.577 t).
A redução deve se dar, sobretudo, por conta das quedas nas previsões de safra de dois dos principais produtos do estado: a soja e o algodão herbáceo.
A soja representa praticamente dois terços (66,3%) de toda a safra de grãos da Bahia. Em 2026, a previsão é de uma produção de 8.114.659 toneladas, numa redução de -5,7% (-491.531 t) frente ao colhido em 2025 (8.606.190 t).
A queda na produção da soja na Bahia deve ser resultado da redução de 5,8% na área colhida do grão, de 2,144 milhões para 2,019 milhões hectares.
O prognóstico para a soja, no estado, vai na contramão do resultado nacional, que aponta, em todo o país, um aumento de 3,9% na safra do grão em 2026, chegando ao recorde de 172,5 milhões de toneladas, pouco mais da metade de toda a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas do Brasil.
Já o algodão herbáceo também deve apresentar importante redução na produção em 2026. A Bahia deve colher 1.480.440 toneladas, 17,5% a menos (-313.560 toneladas) em relação a 2025, quando a safra foi de 1.794.000 toneladas.
Apesar disso, a Bahia deverá seguir como o 2º maior produtor de algodão do país, responsável por 16,8% da produção nacional, atrás apenas de Mato Grosso (6,311 milhões de toneladas).
Já em relação ao milho, em 2026, a Bahia deverá ter aumento na produção da 1ª safra (+8,1%, chegando a 2.088.000 toneladas), mas queda na 2ª safra (-11,5%, chegando a 714.000 toneladas).
A redução na produção de grãos na Bahia, em 2026, segue o previsto também para o Brasil como um todo. No país, a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas deverá ser de 342,7 milhões de toneladas neste ano, 1,0% menor do que o recorde registrado em 2025 (346,1 milhões de toneladas).
Apesar da previsão de colher 4,7% menos em 2026, a Bahia deve manter a sétima maior safra de grãos do país, respondendo por 3,6% do total nacional (frente a uma participação de 3,7% em 2025). Mato Grosso continua na liderança (30,3%), seguido por Paraná (13,9%) e Rio Grande do Sul (11,8%).
As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado mensalmente pelo IBGE. O grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) engloba os seguintes produtos: arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo, triticale, amendoim, feijão, caroço de algodão, mamona, soja e girassol.
Estimativa em janeiro é que, em 2026, 15 das 26 safras de produtos investigados na Bahia sejam maiores do que em 2025
Considerando todos os produtos investigados sistematicamente pelo IBGE na Bahia (não apenas os grãos), a previsão de janeiro é que haja crescimento em 15 das 26 safras, no estado, em 2026, frente a 2025.
Dentre as estimativas de alta, o maior crescimento absoluto deve ser o do milho 1ª safra (+156.000 t, ou +8,1%), seguido pelo feijão 1ª safra (+30.500 t, ou +35,3%) e pelo cacau (+6.297 t ou +5,3%).
Por outro lado, as maiores quedas absolutas na estimativa para 2026 devem vir da cana-de-açúcar (-741.472 toneladas ou -11,9%), da soja (-491.531 toneladas ou -5,7%) e do algodão herbáceo (-313.560 toneladas ou -17,5%).
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