quarta, 11 de fevereiro de 2026
Euro Dólar

MULHERES APOSTAM NA CIÊNCIA COMO CAMINHO PARA A REALIZAÇÃO PROFISSIONAL

João Paulo - 11/02/2026 09:20

Celebrado nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, instituído pela ONU em 2015, busca ampliar a participação feminina nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). No Brasil, as mulheres representam 52% dos pesquisadores vinculados a grupos de pesquisa no país, superando os homens, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), baseado no Censo de Grupos de Pesquisa 2023.

A engenheira de Processos da Braskem Williane Lopes Carneiro é um exemplo desse crescimento feminino em áreas ligadas à ciência. “Desde menina, sempre fui uma pessoa muito curiosa. Queria saber de tudo, como as coisas eram feitas, o porquê das coisas”, revela a profissional que atua na companhia há 44 anos, tendo ingressado na Copene, empresa que veio a compor a Braskem.

Formada em Engenharia Química pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e mestra pela mesma instituição, Williane destaca que sua formação científica foi fundamental para alcançar seus objetivos profissionais. “A ciência está presente em todo meu trabalho, e sou muito honrada em fazer parte de um grupo que, ao invés de só comprar soluções externas, estuda, desenvolve e otimiza processos internamente, com conhecimento aprofundado dentro da empresa”, pontua.

A Indústria da ciência – Na Braskem, a inovação é parte essencial do negócio e da trajetória de mulheres que transformaram curiosidade em carreira. A operadora da Unidade Termelétrica (UTE), no Polo Industrial de Camaçari, Thamara Tomires Souza é outro exemplo de profissional que tem investido no conhecimento. Formada em Engenharia de Produção, com pós-graduação em Pesquisa Científica e Popularização da Ciência, ela está prestes a concluir o mestrado em Engenharia Química pela UFBA. “Sempre fui tecnicista, voltada para a área técnica”, conta, lembrando que iniciou sua formação no curso técnico de Química pelo antigo CEFET-BA, atual Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA).

Para Thamara, o olhar científico é determinante na rotina industrial. “A Ciência exige que você comprove análises, o que traz mais segurança e assertividade. Você passa a enxergar a área industrial como um laboratório, identificando causas, consequências e oportunidades de melhoria”, afirma. Ainda segundo ela, essa formação também fortaleceu a credibilidade profissional. “As pessoas passaram a me escutar mais quando perceberam que meu conhecimento tinha aplicabilidade”, ressaltou.

Na unidade de PVC da Braskem em Camaçari, a engenheira de processos Rita Cristina Carvalho Marinho soma 35 anos de atuação. Técnica em Química, engenheira química, mestra e doutora pela UFBA, além de possuir especialização em polímeros pela Universidade de Akron, nos Estados Unidos, ela ressalta que a formação científica amplia a visão profissional dentro da indústria. “Você enxerga vários caminhos, gera resultados com mais eficiência e menor custo”, afirma.

Resiliência e luta pelos sonhos – Para Rita, ser uma mulher cientista dentro da indústria não é um caminho fácil, especialmente para as que desejam constituir família, no entanto, com dois filhos e dois netos, ela se sente orgulhosa por mostrar que é possível. “É muito bom ter conseguido chegar até aqui. A indústria ainda é um local muito masculino, a engenharia mais ainda, e acho que talvez isso iniba algumas mulheres”, pontua.

Williane, que é casada e tem dois filhos, ratifica o que foi dito pela colega e relembra o cenário quando começou a trabalhar. “Havia pouquíssimas mulheres como engenheiras quím…

(Foto: Divulgação)

(Fotos: Divulgação)

Copyright © 2023 Bahia Economica - Todos os direitos reservados.