

O Banco de Brasília (BRB) deve entregar ao Banco Central nesta sexta-feira (6) um plano de ações para reforçar seu balanço patrimonial em pelo menos R$ 5 bilhões. O valor exato deve constar no documento, que ainda não foi divulgado.
Os recursos devem contribuir para melhorar o perfil dos ativos do banco, reduzindo o nível de risco associado ao patrimônio. Caso seja aprovado pelo BC, o plano deverá ser implementado pelo BRB em até seis meses.
Medidas que tenham impacto direto no caixa do governo do Distrito Federal, acionista majoritário do BRB, podem depender de aval político da Câmara Legislativa do DF, onde o governador Ibaneis Rocha (MDB) conta com ampla maioria.
O objetivo é garantir que o banco permaneça sólido e não gere desconfianças no mercado. Ou seja: evitar abalos à credibilidade do BRB.
Todas essas “inconsistências” fizeram com que o balanço patrimonial do BRB ficasse mais frágil. Técnicos ouvidos pelo g1 e pela TV Globo nas últimas semanas afirmam que não há nenhum risco de falência ou de liquidação do BRB – até porque o acionista controlador do banco é o governo do Distrito Federal, que tem patrimônio suficiente para “socorrer” a instituição. Mesmo assim, é importante que o BRB reforce o capital – inclusive, para seguir cumprindo as regras mínimas de solidez e segurança previstas na lei brasileira para todo o sistema bancário.
O que deve constar no plano?
No fim de janeiro, o BRB soltou um comunicado em que listou alternativas possíveis para reforçar o próprio patrimônio.
Segundo o BRB, foram estudadas como opções viáveis:
O governo do DF é o acionista controlador do BRB, e detém 71,92% do capital do banco. Ou seja: se houver “aporte direto”, o governo distrital deve ser acionado para compor esse repasse. O governador Ibaneis Rocha já sinalizou, em entrevistas, que está disposto a entregar patrimônio público do DF para essas operações – por exemplo, constituindo um fundo imobiliário.
Investigação do Banco Master
(G1)
Foto: Jornal Nacional/ Reprodução