

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), admitiu nesta segunda-feira (2) a possibilidade de discutir mudanças nos circuitos do Carnaval de Salvador, diante da crescente lotação dos espaços tradicionais da folia, como o Campo Grande e o circuito Barra-Ondina. “Nós sempre nos pronunciamos que a cidade de Salvador ficou pequena para isso, e isso é uma coisa boa. O Campo Grande ficou pequeno, o Carnaval foi se dirigindo para a orla e agora a orla também, às vezes, gera transtornos”, afirmou o governador, durante entrevista coletiva concedida nos festejos de Iemanjá, no bairro do Rio Vermelho.
Jerônimo destacou que a definição de um novo local que comporte a expansão da festa cabe à Prefeitura de Salvador, mas demonstrou otimismo quanto à construção de uma solução conjunta para garantir a continuidade e a segurança da folia momesca. “Mas eu tenho a certeza que aonde a gente detectar que a gente possa levar o carnaval, Salvador vai acolher bem. A expectativa nossa é que a gente possa garantir negócios de ambulantes, não prejudicar a vida dos catadores, dos empreendimentos de hotéis, de restaurantes, de bares”, afirmou o governador.
Jerônimo ainda complementou: “E eu espero que a gente possa construir um ambiente que seja o melhor para o Carnaval da Bahia”. O governador também citou sobre a sua ida ao Carnaval de Juazeiro, no norte baiano, e sobre o barulho gerado no circuito da festa. “Essa semana em Juazeiro eu vi, fiquei no hotel, no circuito. Você imagina quem mora ali os quatro, cinco dias de um carnaval. É duro, é difícil”, disse.
A cidade vai ganhando mais cores, o ritmo acelera e o clima anuncia o que se aproxima: o Carnaval. A festa popular se espalha por diversas regiões do Brasil, reunindo tradições e versões únicas que refletem a identidade cultural de cada lugar. Entretanto, o de Salvador tem o “molho”, é diferenciado. Considerado o maior Carnaval de trio elétrico do mundo, o evento vai além do calor da avenida e envolve tradição em cada detalhe. Com blocos afro, cantores baianos renomados, axé, samba-reggae e blocos sem corda,a capital baiana reafirma: é o maior Carnaval do planeta.
O que só a Bahia tem?
Blocos afro
Blocos como:
Com roupas tradicionais e estamparias identitárias, esses grupos fortalecem a autoestima negra e promovem desfiles vibrantes, tornando-se um dos maiores símbolos do Carnaval da cidade.
Pipoca
Famosa por arrastar multidões, a pipoca, como são conhecidos os trios sem cordas, é um dos pontos altos do Carnaval de Salvador
Foto: Clara Pessoa | Ag. A TARDE