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PESQUISA VIGITEL 2025 REVELA AVANÇO DA OBESIDADE E ALERTA PARA HÁBITOS DIÁRIOS

João Paulo - 02/02/2026 15:00 - Atualizado 02/02/2026

A Pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) 2025, divulgada pelo Ministério da Saúde na semana passada, traça um perfil da população brasileira em relação aos fatores de proteção e de risco para o desenvolvimento das DCNT – Doenças Crônicas Não Transmissíveis -, aos hábitos alimentares e à prática de atividades físicas.

Os dados mostram que o número de adultos brasileiros com obesidade cresceu 118% entre 2006 e 2024. No mesmo período, também houve aumento nos casos de diabetes (135%), excesso de peso (47%) e hipertensão (31%).

Os padrões alimentares também têm sofrido mudanças: o consumo regular de frutas e hortaliças permaneceu estável, em torno de 31% da população. Em relação ao sedentarismo, a prática de atividade física, relacionada ao deslocamento, caiu de 17%, em 2009, para 11,3% em 2024, o que sinaliza que as pessoas estão andando menos a pé e optando mais pelo transporte público ou por veículos próprios. Em contrapartida, houve um aumento de 42,3% no número de adultos que realizam atividade física moderada em seu tempo livre.

Uma novidade desta edição foi a inclusão, pela primeira vez, de dados nacionais sobre o sono: 20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite, e 31,7% apresentam sintomas de insônia, com maior prevalência entre as mulheres.

“Esses números não devem ser avaliados de forma isolada. Eles sinalizam e alertam para a necessidade de estratégias acessíveis e reais na promoção da saúde, com foco em mudanças no estilo de vida no dia a dia, como maior atenção a uma alimentação saudável e equilibrada, à prática regular de exercícios físicos e a uma boa qualidade do sono. Dormir bem é um dos pilares da longevidade e tem impacto direto na saúde cardiovascular e metabólica. O excesso de peso e o sono inadequado podem agravar a resistência à insulina, elevar a pressão arterial e manter um estado inflamatório que acelera o dano às artérias”, analisa o Prof. Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo, fellow da The Obesity Society (TOS – EUA) e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

O especialista reforça que a obesidade é uma doença crônica, assim como o diabetes e a hipertensão, e que essas condições exigem cuidados contínuos e orientação médica. Com acompanhamento adequado, é possível manter uma boa qualidade de vida e reduzir os riscos de complicações ou comorbidades associadas a essas patologias.

Versão 2 – release

Brasil engorda, dorme mal e se movimenta menos, aponta Vigitel 2025

A Pesquisa Vigitel 2025, divulgada pelo Ministério da Saúde, traça um retrato atualizado dos hábitos de vida da população brasileira e acende um alerta sobre o avanço das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como obesidade, diabetes e hipertensão.

Os dados mostram que o número de adultos com obesidade no país cresceu 118% entre 2006 e 2024. No mesmo período, houve aumento expressivo nos diagnósticos de diabetes (135%), excesso de peso (47%) e hipertensão arterial (31%), reforçando a preocupação com a saúde pública.

Em relação à alimentação, o consumo regular de frutas e hortaliças permanece praticamente estagnado, alcançando cerca de 31% da população. Já no campo da atividade física, o levantamento aponta uma queda na prática relacionada ao deslocamento: em 2009, 17% dos adultos se movimentavam a pé ou de bicicleta no dia a dia; em 2024, esse percentual caiu para 11,3%, indicando maior dependência do transporte motorizado. Por outro lado, houve crescimento de 42,3% no número de pessoas que praticam atividade física moderada no tempo livre.

Pela primeira vez, a pesquisa incluiu dados nacionais sobre o sono. O resultado revela que 20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite, enquanto 31,7% relatam sintomas de insônia — índice mais elevado entre as mulheres.

Para o médico nutrólogo Prof. Dr. Durval Ribas Filho, fellow da The Obesity Society (TOS – EUA) e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), os números precisam ser analisados de forma integrada. “Esses dados mostram que não basta falar em alimentação ou exercício de forma isolada. É preciso olhar para o estilo de vida como um todo. Alimentação equilibrada, movimento regular e sono de qualidade são pilares fundamentais para a saúde e a longevidade”, afirma.

Segundo o especialista, o excesso de peso associado ao sono inadequado pode agravar a resistência à insulina, elevar a pressão arterial e manter um estado inflamatório crônico, acelerando o risco de doenças cardiovasculares e metabólicas. “A obesidade, assim como o diabetes e a hipertensão, é uma doença crônica e exige acompanhamento contínuo. Com orientação adequada, é possível melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de complicações”, completa.

Opções de aspas pra sugestões de pautas

“A Vigitel mostra que o brasileiro está se movimentando menos no dia a dia, dormindo mal e mantendo padrões alimentares que não evoluíram. Quando esses fatores se somam, o risco de obesidade, diabetes e hipertensão aumenta de forma significativa. Cuidar da saúde hoje passa por escolhas simples, mas constantes: comer melhor, se movimentar todos os dias e dormir bem.”

“Os dados da Vigitel não devem ser analisados isoladamente. Eles revelam um estilo de vida que favorece o desenvolvimento de doenças crônicas. Alimentação equilibrada, atividade física regular e sono de qualidade são pilares inseparáveis da saúde e precisam fazer parte das políticas públicas e da rotina da população.”

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