sábado, 24 de janeiro de 2026
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BALANÇO DE 2025 DETALHA RESULTADOS DA AGENDA ASG DO VILLAGE ITAPARICA E ORIENTA PRIORIDADES PARA 2026

João Paulo - 24/01/2026 08:23

O Village Itaparica concluiu 2025 com um conjunto de ações estruturadas na área Ambiental, Social e de Governança, reunidas em um balanço elaborado a partir de levantamentos realizados pelo setor de ASG do empreendimento. As iniciativas, desenvolvidas ao longo do ano, envolveram educação ambiental, gestão de resíduos, valorização do trabalho de catadores e fortalecimento do protagonismo feminino, além da implantação do Comitê de Diversidade e Inclusão.

Entre os destaques está a oficina de transformação de plástico, que reaproveita resíduos sólidos para a produção de móveis e peças utilitárias. A partir de setembro, 52 móveis foram produzidos com o plástico coletado, iniciativa que alia geração de renda, educação ambiental e economia circular. Segundo a gerente de ASG, Adriana Muniz, a oficina promove autonomia financeira e reconhecimento, ao mesmo tempo em que reduz o volume de resíduos descartados de forma inadequada.

No campo da gestão de resíduos, o empreendimento contabilizou a retirada de aproximadamente 1,5 toneladas de plástico PP, destinadas à reciclagem e reaproveitamento. Segundo Adriana, parte desse material foi adquirida junto a catadores locais por um valor superior ao praticado no mercado: enquanto o quilo do plástico era vendido por valores entre R$ 1,00 e R$ 1,20, o Projeto passou a pagar R$ 5,00, um aumento superior a 300%, com impacto direto na renda desses trabalhadores. “Essas ações ajudam a gente a trabalhar melhor, mas o mais importante é que a gente se sente lembrado e valorizado pelo nosso trabalho”, afirma Manoel Dionísio, catador contemplado pela iniciativa.

Outro eixo relevante foi o fortalecimento do protagonismo feminino. Mulheres artesãs envolvidas na oficina ampliaram suas possibilidades de geração de renda e o reconhecimento de seus saberes, ao transformar resíduos em produtos com maior valor agregado. “Fazer parte da oficina de transformação de plástico tem contribuído para meu crescimento de forma independente e muito satisfatória. É importante saber que o que antes era lixo hoje gera vida, renda e dignidade”, afirma Fernanda Miranda, artesã e moradora de Jiribatuba, no território de Vera Cruz. “Passei a enxergar meu trabalho mais valorizado ao perceber que sou capaz de criar e contribuir com a natureza, transformando resíduos de plástico em móveis sustentáveis”, completa.

Já o viveiro educador tem funcionado como espaço permanente de aprendizagem e sensibilização ambiental, tendo já produzido cerca de 6 mil mudas de espécies nativas e exóticas adaptadas ao território. “As mudas foram utilizadas em ações de reflorestamento e paisagismo, além de visitas educativas com escolas, estagiários e comunidade, ampliando a compreensão sobre biodiversidade e restauração ecológica”, explica Adriana.

Outro equipamento que integra o setor de sustentabilidade do empreendimento imobiliário é a estação de compostagem, utilizada para a transformação de resíduos orgânicos em adubo. Sua implantação permitiu a coleta de mais de mil quilos entre outubro e dezembro de 2025, com a produção de aproximadamente 825 kg de adubo. Segundo Adriana Muniz, o sistema reduz o envio de resíduos ao aterro, não gera metano, dióxido de carbono nem chorume, e permite a obtenção do fertilizante em menor tempo quando comparado à compostagem tradicional. A estimativa, segundo ela, é que, com a conclusão da primeira etapa do empreendimento, esse volume cresça cerca de 300%.

No campo social, destaque ainda para os encontros com catadores, que foram estruturados como espaços de escuta, diálogo e formação, abordando boas práticas na coleta, separação de materiais, agregação de valor aos resíduos e promoção da saúde. Ao todo, 11 catadores foram contemplados pela ação, com impactos na valorização financeira, profissional e pessoal desses trabalhadores.

Outras iniciativas integraram a agenda ASG ao longo do ano, como ações contínuas de educação ambiental, o Projeto Empreender Feminino, que beneficiou 48 mulheres com 400 horas de capacitação e mentoria, além do apoio a atividades culturais das comunidades do entorno e da incorporação da agenda ASG às rotinas operacionais.

No campo da governança, 2025 marcou a criação do Comitê de Diversidade e Inclusão, formado por colaboradores de diferentes áreas e funções. Os primeiros encontros priorizaram temas como equidade, respeito às diferenças e escuta ativa, e o grupo está em fase de elaboração do plano de ação para 2026.

Para Adriana Muniz, os aprendizados de 2025 reforçam a importância da escuta ativa, da continuidade das ações e da integração entre áreas. Com base nesse balanço, as prioridades para 2026 incluem o aprofundamento das iniciativas já implantadas, a ampliação do alcance educativo e o fortalecimento das estruturas de governança e participação social.

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