

A disputa por investimentos em data centers no Nordeste ganhou força com a combinação de incentivos estaduais e federais. Pernambuco e Rio Grande do Norte se destacam ao oferecer benefícios robustos, como descontos expressivos no ICMS, isenções na importação de equipamentos e redução de custos de investimento, especialmente para data centers de hiperescala, com alta demanda energética.
Esse cenário foi reforçado pela entrada em vigor, em 1º de janeiro de 2026, do ReData, regime federal criado por medida provisória que suspende a cobrança de tributos como PIS, Cofins, IPI e Imposto de Importação sobre equipamentos incorporados ao ativo das empresas. Em contrapartida, os empreendimentos devem usar energia limpa, destinar parte da capacidade ao mercado interno e investir em pesquisa, desenvolvimento e inovação.
Apesar de ampliar a atratividade do Brasil para a infraestrutura digital, o modelo levanta debates sobre o retorno fiscal e o impacto limitado na geração de empregos diretos, já que data centers são altamente automatizados. A medida ainda depende de aprovação do Congresso até fevereiro de 2026, mas tende a beneficiar empresas com projetos maduros e capital disponível. A expansão do setor, segundo especialistas, exige mecanismos de monitoramento para equilibrar o custo fiscal e os ganhos econômicos e sociais.
foto: freepik



