

A Prefeitura de Salvador apresentou, nesta terça-feira (20), o Plano Socioambiental de Canabrava, um projeto voltado à transformação urbana, social e ambiental do bairro, com foco na melhoria da qualidade de vida da população local. O lançamento ocorreu no auditório da Unijorge, na Avenida Luís Viana Filho (Paralela).
Elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF) a partir de uma demanda da própria comunidade, o plano tem como principal intervenção a criação do Parque Urbano de Canabrava, que ocupará uma área de 54 hectares o equivalente a cerca de 70 campos de futebol onde funcionava o antigo Aterro Sanitário de Salvador.
O documento estrutura ações integradas em oito eixos estratégicos: meio ambiente e mitigação de riscos, mobilidade, economia, serviços e equipamentos públicos, espaços públicos, cultura, moradia e saneamento ambiental.
Parque será dividido em dois setores
O Parque Socioambiental de Canabrava, que já está com projeto em andamento, será dividido em dois setores, cada um com vocações específicas.
O Setor 1, localizado na área do antigo aterro sanitário, terá foco no desenvolvimento socioeconômico e na sustentabilidade. Estão em avaliação a implantação de uma usina de energia solar, horto municipal, área de compostagem e um ecoponto com galpão de triagem. O espaço contará ainda com praça, quadra poliesportiva e equipamentos voltados à geração de renda, como um lava-jato integrado ao estacionamento existente.
O projeto prevê também uma estação de tratamento de chorume, com possibilidade de uso para fertirrigação do horto, além de uma sede social esportiva próxima ao campo, que será requalificado, e espaço de apoio para ambulantes.
Já o Setor 2, situado em uma área de vegetação, será voltado para cultura, lazer, esporte, sustentabilidade e convivência. Estão previstos parque infantil, pistas de skate e ciclismo, anfiteatro, mirantes, quiosques, além de um sistema agroflorestal e uma horta comunitária.
Entre os destaques está o Memorial dos Catadores, que vai valorizar a história da formação do bairro e de sua população. O setor contará ainda com um equipamento da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis), espaço de apoio da Guarda Civil Municipal, um equipamento educacional da Prefeitura e uma área integrada à Coperbrava.
Segundo o arquiteto Floriano Freaza, coordenador do projeto, o parque atende a um antigo desejo da comunidade. “O parque vem concretizar um antigo desejo da população, consolidando para uso público uma área que não estava sendo bem aproveitada”, afirmou. De acordo com ele, o equipamento já está previsto no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) e reunirá, em um mesmo espaço, áreas do antigo aterro e de Mata Atlântica, com diferentes usos públicos.
Foto: Bruno Concha / Secom PMS