

Os aeroportos de Feira de Santana e do município de Conde, no litoral norte da Bahia, estão entre os equipamentos que serão contemplados com novos investimentos federais voltados à infraestrutura aeroportuária regional.
De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), os terminais baianos integram a lista de projetos que receberão parte dos R$ 424,2 milhões destinados ao Nordeste dentro da nova carteira pública de empreendimentos para o ciclo 2026/2027. No total, o programa prevê quase R$ 1,8 bilhão em investimentos em todo o país.
Segundo a pasta, os recursos serão utilizados na elaboração de estudos e projetos básicos para o Aeroporto de Feira de Santana — a segunda maior cidade da Bahia — e para a implantação de um novo aeroporto em Conde.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que a iniciativa tem como objetivo fortalecer a aviação regional, ampliar a conectividade aérea e estimular o desenvolvimento econômico das cidades contempladas. “Estamos estruturando uma carteira robusta, que prepara os aeroportos regionais para crescer com segurança, eficiência e foco no desenvolvimento das cidades”, declarou.
Além dos terminais baianos, o pacote prevê estudos e projetos para o aeroporto de Iguatu (CE) e a instalação de estações meteorológicas em Patos (PB), Sobral (CE), Balsas (MA) e Gurupi (TO). Já os aeroportos de Barra do Corda (MA), Bacabal (MA), Santa Inês (MA), Picos (PI) e Ilhéus (BA) receberão recursos diretamente para obras e melhorias na infraestrutura.
A nova carteira pública contempla 34 empreendimentos em 31 aeroportos, distribuídos por 16 estados brasileiros. Um dos destaques do programa é a adoção da metodologia BIM (Building Information Modelling) em cerca de 65% dos projetos, em conformidade com a Estratégia BIM BR e a Lei nº 14.133, que rege as novas contratações públicas.
Segundo o ministério, a metodologia permite integrar informações como custos, prazos, materiais e manutenção das obras, contribuindo para maior eficiência, redução de erros e melhor tomada de decisões ao longo de todo o ciclo dos empreendimentos.
Foto: Izinaldo Barreto