

O início do ano é marcado pelo movimento Janeiro Branco, que chama a atenção para a necessidade de cuidar da saúde mental. Especialistas apontam que ansiedade, depressão e outros transtornos podem se intensificar nesse período devido à pressão por mudanças e cumprimento de metas pessoais.
Para a diretora médica da Clínica SiM, Cláudia Velasco, janeiro funciona como um “marco simbólico” que aumenta cobranças internas e externas. “Existe uma pressão social por mudanças, produtividade e resultados. Quando essas expectativas não são alcançadas, sentimentos como culpa, ansiedade e tristeza podem surgir ou se intensificar”, explica.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que mais de um bilhão de pessoas no mundo convivem com algum tipo de transtorno mental, incluindo ansiedade e depressão, consideradas entre as principais causas de incapacidade global.
Cláudia Velasco destaca alguns sinais que podem indicar a necessidade de acompanhamento profissional: irritabilidade constante, alterações no sono ou no apetite, cansaço excessivo, dificuldade de concentração e perda de interesse em atividades antes prazerosas. Ela reforça que, quando esses sintomas passam a interferir no trabalho, nos relacionamentos ou na qualidade de vida, é fundamental buscar ajuda especializada.
Além do acompanhamento profissional, a médica orienta a adoção de hábitos saudáveis, como manter uma rotina regular de sono, praticar atividades físicas, reservar tempo para lazer e fortalecer vínculos sociais.
“Falar abertamente sobre saúde mental também ajuda a reduzir estigmas. Buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas de autocuidado e responsabilidade com a própria saúde. Cuidar da saúde mental é um processo contínuo”, conclui Velasco.