

O empresário baiano Nelson Tanure negou, nesta quinta-feira (15), ser controlador ou sócio do Banco Master. Alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF), ele afirmou que sua relação com a instituição financeira se limitou à condição de cliente ou aplicador.
Em carta divulgada à imprensa, Tanure disse ter sido surpreendido por um pedido de “busca pessoal”, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que resultou na apreensão de seu telefone celular. Segundo o empresário, a situação foi agravada pela divulgação de informações que classificou como inverídicas.
A Operação Compliance Zero investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. Até o momento, a Polícia Federal não detalhou publicamente o papel de Tanure no inquérito nem as razões específicas da medida autorizada pelo STF.
“Não fui nem sou controlador do extinto Banco Master, tampouco seu sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente, inclusive por meio de opções, instrumentos financeiros, debêntures conversíveis em ações ou quaisquer mecanismos equivalentes”, escreve.
O empresário destaca que manteve com o Banco Master “relações estritamente comerciais, sempre na condição de cliente ou aplicador, assim como fazemos com outras instituições financeiras no Brasil e no exterior”.
Na carta, Tanure ainda disse que jamais “teve participação, ou sequer conhecimento, de eventuais relações mantidas pelo extinto Banco Master com terceiros, sejam eles Reag, BRB, Fictor ou outras instituições financeiras, fundos de pensão, fundos árabes, RPPA, entes públicos, políticos ou quaisquer outros agentes baseados em Brasília”.
Por fim, o empresário disse que segue à disposição das autoridades para cooperar e que segue resiliente e com a serenidade com que sempre conduziu seus negócios.
Tanure foi localizado por agentes da PF no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, quando tentava embarcar em um voo doméstico, assim como aconteceu com o empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Na ocasião, o empresário entregou documentos e celular aos agentes da Polícia Federal. (A Tarde)
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