

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) avalia que a recente aprovação do acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul é positiva. De acordo com a instituição, o relacionamento comercial com o bloco europeu é estratégico tanto para o Brasil quanto para a Bahia.
Dados recentes do comércio exterior mostram que, em 2025, a União Europeia foi responsável por 14,3% das exportações brasileiras, o equivalente a US$ 49,8 bilhões, e por 17,9% das importações do país, somando US$ 50,3 bilhões. No mesmo período, a UE respondeu por 16,8% das exportações baianas, que totalizaram US$ 1,9 bilhão, e por 10,0% das importações do estado, cerca de US$ 0,93 bilhão.
Levantamento do Observatório da Indústria da Bahia aponta que a pauta de exportações do estado para o mercado europeu é composta principalmente por produtos agrícolas, papel e celulose, produtos químicos, derivados de petróleo, como óleo combustível e diesel, além de produtos minerais. Já as importações vindas da UE concentram-se em derivados de petróleo, como nafta e querosene, além de produtos químicos, máquinas e equipamentos, aparelhos elétricos, geradores e itens agrícolas, a exemplo de malte e maçãs.
Segundo a FIEB, iniciativas de integração comercial são positivas para o país, pois ampliam mercados, diversificam parceiros comerciais, aumentam a previsibilidade para as empresas e podem estimular ganhos de produtividade, investimentos e maior inserção do Brasil em cadeias globais de maior valor agregado. A expansão do comércio internacional, tanto das exportações quanto das importações, é considerada um componente essencial para o crescimento econômico sustentado.
Entretanto, a entidade ressalta que a abertura comercial deve avançar em paralelo a uma agenda doméstica consistente de competitividade. “Sem a redução do chamado Custo-Brasil, a indústria nacional tende a perder espaço e capacidade de investimento, com impactos sobre o emprego, a renda e a base produtiva do país”, ressalta o superintendente da FIEB, Vladson Menezes.
Segundo ele, a redução do Custo-Brasil exige avanços coordenados em áreas como infraestrutura e logística, energia e gás mais competitivos, simplificação tributária e regulatória, modernização aduaneira, segurança jurídica, financiamento à inovação e qualificação profissional.
A FIEB também destaca a importância de o Brasil utilizar, quando necessário, os instrumentos previstos nos acordos e nas regras do comércio internacional, como medidas de defesa comercial e salvaguardas, para lidar com desequilíbrios e práticas desleais de concorrência.
Foto: Divulgação / Sistema FIEB