domingo, 11 de janeiro de 2026
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“O GOVERNADOR MEDIANO JERÔNIMO COMEÇA 2026 PIOR DO QUE QUANDO ELE ASSUMIU A BAHIA”, DIZ NELSON LEAL

João Paulo - 11/01/2026 13:00

O deputado estadual Nelson Leal (PP) afirmou que os problemas da Bahia estão se agravando ao avaliar o início do quarto ano de gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Para o parlamentar, o governo não cumpriu promessas de campanha e conseguiu aprofundar dificuldades históricas do estado, o que, segundo ele, demonstra incapacidade de gestão.

Na avaliação de Leal, a violência segue fora de controle e em níveis ainda mais elevados. “A Bahia continua liderando os rankings nacionais de homicídios, com facções dominando territórios, impondo medo à população e executando trabalhadores inocentes. O governo assiste a tudo isso sem apresentar uma estratégia eficaz. A sensação de insegurança só aumenta”, afirmou.

O deputado também criticou a crise permanente na saúde pública, com destaque para a fila da regulação. “Todos os dias surgem novos casos de pessoas aguardando atendimento, exames ou cirurgias, muitas vezes em situações graves. A fila da regulação virou um símbolo da falência da gestão estadual na saúde. As pessoas sofrem, esperam e, infelizmente, muitas não resistem”, disse.

Na área de infraestrutura, Leal reforçou as críticas ao ritmo das obras e citou dados oficiais. Segundo ele, em cada canto da Bahia é possível encontrar canteiros, mas sem trabalhadores. De acordo com o Painel de Acompanhamento de Obras Paralisadas, do Tribunal de Contas da União, atualizado anualmente, 926 das 1.770 obras existentes no estado estão paralisadas. Os empreendimentos somam cerca de R$ 1,5 bilhão em investimentos já recebidos e incluem projetos como a Ponte Salvador-Itaparica, a Fiol, a BR-324 e a BR-116. Apenas 48% das obras em andamento contam com frentes de trabalho ativas.

“Promessas como a Ponte Salvador-Itaparica nunca saíram do papel. As estruturas do antigo centro de convenções estão em péssimas condições e diversos equipamentos públicos permanecem abandonados. Obras anunciadas há décadas, como a Fiol e o Porto Sul, seguem sem conclusão. O governo não consegue transformar anúncio em entrega”, criticou.

Para o parlamentar, até aliados do governador reconhecem as limitações da gestão, a exemplo do senador Jaques Wagner (PT), que classificou a avaliação do governo como mediana. “Jerônimo é visto até por seus aliados como um governador mediano. Isso se reflete na prática: falta liderança, falta capacidade de decisão e sobra improviso. Ele já mostrou que não tem condições de enfrentar os desafios complexos da Bahia”, afirmou.

Nelson Leal disse ainda que o estado vive um processo de retrocesso. “Jerônimo começa 2026 pior do que quando assumiu. A Bahia está mais violenta, com serviços públicos em crise e sem perspectiva clara. O povo baiano esperava avanço e melhoria, mas enfrenta um governo mediano que vem piorando a situação da Bahia e dos baianos”, declarou.

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