

A Petrobras (PETR4) entra em 2026 em um ambiente mais desafiador para o petróleo, marcado pela deposição de Nicolás Maduro na Venezuela e pela expectativa de aumento da produção venezuelana no médio e longo prazo, o que tende a pressionar os preços da commodity. Analistas ressaltam que um petróleo mais barato afeta as petrolíferas, inclusive a Petrobras, por ser uma empresa exportadora alinhada à paridade internacional de preços. Ainda assim, o baixo custo de extração, o menor da indústria brasileira, surge como um diferencial relevante para limitar impactos.
Apesar desse cenário, a visão das casas de análise permanece majoritariamente construtiva. Instituições como Goldman Sachs, BTG Pactual, Itaú BBA e BB Investimentos destacam fundamentos sólidos, custos competitivos, resiliência do negócio integrado e potencial de crescimento da produção, especialmente em Búzios e Mero, ainda que reconheçam maior sensibilidade ao petróleo no curto prazo. A política de dividendos segue atrativa, com projeções de yield ao redor de 9% em 2026, enquanto o plano de negócios 2026–2030 mantém foco em ativos de alta produtividade, mesmo com menor flexibilidade de capital. No consenso, 7 de 10 casas recomendam compra, com preço-alvo médio de R$ 38,70 para PETR4.
Do ponto de vista técnico, a Petrobras inicia 2025 em fase de acomodação após quatro anos consecutivos de alta. As ações recuam 6,04% no ano e, pelo gráfico semanal, PETR4 segue lateralizada, com médias móveis horizontais e ausência de tendência definida no médio prazo. No curto prazo, apesar da leve alta de 1,24% e da cotação em R$ 30,20, o gráfico diário ainda inspira cautela, com o papel oscilando próximo às médias móveis e dependente da reação nos níveis de suporte e resistência para definir o próximo movimento. Para entender até onde o preço das ações da Petrobras (PETR4) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.
Análise técnica Petrobras (PETR4)
No curto prazo, observo PETR4 negociando entre as médias móveis, cenário que reforça um momento de indefinição, com leve viés negativo. O fechamento em R$ 30,20 mantém o ativo próximo de uma região técnica sensível, que tende a funcionar como divisor de águas nos próximos pregões.
Para que o papel dê início a um movimento de recuperação mais consistente, será necessária a superação da região das médias móveis, com rompimento das resistências em R$ 30,42 e R$ 30,96. Acima desses níveis, o ativo pode buscar R$ 32,01, seguido de R$ 33,38, com alvo mais longo em R$ 34,41.
Por outro lado, a perda do suporte em R$ 29,53, seguida do rompimento de R$ 28,51, tende a reforçar o fluxo vendedor, abrindo espaço para quedas em direção a R$ 27,53, R$ 26,94 e R$ 26,17. Vale atenção especial à média móvel de 200 períodos, em R$ 30,13, que atua como referência técnica relevante no curto prazo. O IFR (14) está em 46,27, em zona neutra.
Resistências: R$ 30,42 | R$ 30,96 | R$ 32,01 | R$ 33,38 | R$ 34,41 | R$ 35,04
Suportes: R$ 30,13 (MM200) | R$ 29,53 | R$ 28,51 | R$ 27,53 | R$ 26,94 | R$ 26,17
Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz
Foto: Geraldo Falcão/Agência Petrobras
(Infomoney)