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MUSEU DO RECÔNCAVO WANDERLEY PINHO RECEBE MAIS DE 5 MIL VISITANTES NO PRIMEIRO MÊS APÓS ABERTURA

Matheus Souza - 08/01/2026 19:51

Mais de cinco mil pessoas visitaram o Museu do Recôncavo Wanderley Pinho nos primeiros 30 dias após a reabertura em 8 de dezembro de 2025. O número marca o retorno do equipamento cultural ao circuito de visitação da Bahia e sinaliza o interesse do público pela nova proposta museológica do espaço, localizado no histórico Engenho Freguesia, em Caboto, no município de Candeias.

Instalado em um dos mais relevantes conjuntos arquitetônicos do período colonial baiano, o museu funciona em um casarão do século XVIII tombado como patrimônio nacional. O acervo reúne mobiliário, indumentárias, obras de arte, documentos e objetos históricos que ajudam a compreender a formação do Recôncavo Baiano e sua importância para a história do Brasil.

Com a reabertura, o acervo passou a ser apresentado a partir de uma narrativa ampliada, que propõe uma leitura crítica do período colonial e das relações sociais que marcaram a região. A nova proposta valoriza as experiências dos povos originários e das populações negras, abordando temas como o trabalho escravizado e os impactos dessas dinâmicas na construção do Recôncavo.

Para a diretora do Museu, o balanço do primeiro mês confirma a relevância do espaço. “A resposta do público mostra que há interesse em revisitar esse patrimônio a partir de outras perspectivas. O museu volta a ser um lugar de reflexão, aprendizado e diálogo sobre a história do Recôncavo e do país”, afirma Daniela Steele, responsável pela nova expografia e coordenadora do espaço.

A maior parte dos visitantes veio da Bahia, especialmente de cidades como Salvador, Candeias, Camaçari, Lauro de Freitas e Simões Filho. O museu também recebeu público de outros estados brasileiros e de países como França, Estados Unidos, Portugal, Reino Unido e Canadá, ampliando seu alcance para além do território baiano. O renomado artista Vik Muniz foi um dos que visitaram o equipamento, acompanhado de familiares e amigos.

A estimativa de público é baseada nos registros dos livros de presença, considerando que nem todos os visitantes realizam o registro formal. Ainda assim, os dados indicam circulação contínua desde as primeiras semanas após a reabertura.

Mais do que um dado numérico, o primeiro mês revela um museu novamente ocupado. Estudantes, pesquisadores, turistas e moradores da região têm percorrido as áreas expositivas, a capela e o conjunto histórico, reforçando o retorno do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho à agenda cultural do Recôncavo Baiano.

 

Foto: Fernando Barbosa/IPAC

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