

Três anos após a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, ocorridas em 8 de janeiro de 2023, os prejuízos causados pelos atos golpistas já superam R$ 20 milhões aos cofres públicos. O valor, entretanto, ainda não é definitivo e pode aumentar com a conclusão das avaliações técnicas de bens históricos de elevado valor simbólico e cultural.
O levantamento reúne despesas já realizadas e estimativas apresentadas pelo Supremo Tribunal Federal, pelo Congresso Nacional e pelo Palácio do Planalto, principais alvos dos ataques registrados uma semana após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Naquele domingo, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro romperam barreiras de segurança e invadiram o Congresso, o Planalto e o STF. As imagens transmitidas ao vivo mostraram plenários destruídos, obras de arte vandalizadas, documentos espalhados e símbolos da República sendo atacados. Parlamentares e ministros precisaram ser retirados às pressas, enquanto a Força Nacional e a Guarda Nacional foram acionadas para retomar o controle da Esplanada dos Ministérios.
Judiciário
O maior impacto financeiro recaiu sobre o Supremo. Segundo dados atualizados da Corte, os danos já alcançam cerca de R$ 12 milhões, considerando tanto gastos já executados quanto valores ainda projetados. Apenas a destruição, furto ou dano irreversível de 951 itens representaram um impacto direto de R$ 8,6 milhões. Entre os bens danificados estão quatro fotografias do fotógrafo Sebastião Salgado, avaliadas em R$ 784 mil, além de dez câmeras da TV Justiça, cujo custo de reposição chega a R$ 2 milhões. Computadores, mobiliário, documentos oficiais e equipamentos de segurança também foram alvos dos invasores.
(Foto: MATHEUS W ALVES/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)



