quinta, 08 de janeiro de 2026
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EUROPA SE PREPARA PARA POSSÍVEL AVANÇO DE TRUMP NA GROENLÂNDIA E DINAMARCA QUER REUNIÃO COM RUBIO

João Paulo - 07/01/2026 11:40 - Atualizado 07/01/2026

Após novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tomar a Groenlândia, a Dinamarca e o território autônomo estão buscando uma reunião com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, de acordo com a Associated Press. Além disso, a França está trabalhando com aliados em um plano de resposta caso os Estados Unidos concretizem sua ameaça de anexação, disse um ministro nesta quarta-feira (7), segundo informações da Reuters.

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O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Noel Barrot, disse que o assunto seria abordado em uma reunião com os ministros das Relações Exteriores da Alemanha e da Polônia ainda nesta quarta. Ele disse: “Queremos agir, mas queremos fazê-lo em conjunto com os nossos parceiros europeus”, em entrevista à rádio France Inter.

Líderes das principais potências europeias e do Canadá manifestaram apoio à Groenlândia esta semana, afirmando que a ilha ártica pertence ao seu povo, enquanto a Casa Branca afirmou na terça-feira (6) que utilizar as forças armadas é uma opção.

Os EUA já possuem uma base militar na Groenlândia, chamada de Base Espacial Pituffik, mas Trump quer a ilha inteira, e vem aumentando a pressão, que começou ainda em seu primeiro mandato. A preocupação cresce após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e discursos recentes em que Trump indica que pode fazer um avanço em direção à ilha.

Uma anexação da Groenlândia pelas forças militares dos EUA causaria grande impacto na aliança da OTAN e aprofundaria a divisão entre Trump e os líderes europeus, já que a ilha é um território autônomo administrado pela Dinamarca.

O solo da ilha é rico em recursos naturais e o presidente Trump defende que o local é importante por ser rota de navios de diversas nacionalidades, e também poderia abrigar infraestrutura militar para impedir ataques da Rússia ou da Europa.

Foto: SAUL LOEB / AFP

Nesta terça-feira (6), a Casa Branca afirmou que “as forças armadas dos EUA são sempre uma opção”, em relação à anexação da Groenlândia, aumentando a tensão com líderes europeus, que rechaçam a ideia.

“O presidente Trump deixou bem claro que a aquisição da Groenlândia é uma prioridade de segurança nacional dos Estados Unidos e é vital para dissuadir nossos adversários na região do Ártico”, afirmou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, em um comunicado. “O presidente e sua equipe estão discutindo uma série de opções para alcançar esse importante objetivo de política externa e, é claro, utilizar as forças armadas americanas é sempre uma opção à disposição do comandante-em-chefe.”

Já o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse a parlamentares que o presidente americano pretende comprar a Groenlândia, e não invadir o território — no mesmo dia, Trump pediu que seus auxiliares apresentassem uma versão atualizada de um plano para adquirir a ilha.

Diante das ameaças de Donald Trump, líderes da Europa saíram em defesa da soberania da Groenlândia e da Dinamarca, que controla o território autônomo há mais de duzentos anos. O comunicado conjunto divulgado nesta terça (6) afirma que “a Groenlândia pertence ao seu povo” e que apenas Dinamarca e Groenlândia podem decidir sobre o futuro do território. Canadá e Holanda também apoiaram a declaração.

A nota lembra que Dinamarca e Estados Unidos, como membros da Otan, têm um compromisso de defender a soberania, a integridade territorial, e a inviolabilidade das fronteiras dos aliados. E que apenas Dinamarca e a própria Groenlândia podem discutir assuntos relativos a elas. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que um ataque dos Estados Unidos à região poderia representar o fim da Organização do Tratado do Atlântico Norte.(G1)

Foto: SAUL LOEB / AFP

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