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PETROBRAS CONFIRMA INVESTIMENTO ACIMA DE R$ 8,3 BILHÕES PARA CONCLUIR O TREM 2 DA REFINARIA ABREU E LIMA, EM IPOJUCA

João Paulo - 06/01/2026 08:40 - Atualizado 06/01/2026

Com a megaobra bilionária, a Petrobras confirma investimento superior a R$ 8,3 bilhões para concluir o Trem 2 da RNEST em Ipojuca, no Complexo de Suape. Nove contratos já foram firmados, 2,5 mil trabalhadores estão mobilizados e a entrega até 2029 amplia diesel S10 e reduz importações de combustíveis nacionais. A Petrobras confirmou que a megaobra bilionária em Pernambuco entra em nova fase com investimento superior a R$ 8,3 bilhões para concluir o Trem 2 da Refinaria Abreu e Lima, a RNEST, em Ipojuca. A projeção divulgada é de cerca de 30 mil empregos diretos e indiretos ao longo das obras.

O anúncio também vincula a megaobra bilionária ao abastecimento nacional: a conclusão do Trem 2 é apresentada como estratégia para reduzir a dependência de importações de combustíveis, especialmente diesel e gasolina, ao ampliar a capacidade de refino e elevar a produção de derivados como diesel S10. O que é o Trem 2 e por que a megaobra bilionária mudou de patamar

O investimento está concentrado na conclusão do Trem 2, descrito como expansão da capacidade da RNEST, uma das refinarias mais modernas da Petrobras. Com mensalidades a partir de R$ 250, startup americana chega ao Brasil com vaquinha médica que promete romper planos de saúde, driblar filas do SUS e bancar consultas e cirurgias

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Na prática industrial, cada “trem” funciona como uma linha de refino completa, capaz de transformar petróleo bruto em derivados, com foco em diesel S10 e gasolina.

A megaobra bilionária não cria uma refinaria do zero, mas adiciona um novo conjunto de unidades industriais para complementar o Trem 1, que está em operação desde 2014.

Essa combinação é o que sustenta a projeção de salto de capacidade e de oferta de combustíveis ao longo do cronograma do projeto.

Ipojuca e Suape: onde a megaobra bilionária está concentrada

A localização informada para a expansão é Ipojuca, em Pernambuco, dentro do Complexo Industrial Portuário de Suape.

A escolha do polo é relevante porque conecta infraestrutura industrial e logística, o que tende a influenciar a cadeia de suprimento de materiais, serviços e mão de obra durante a execução.

Ao citar Suape, a comunicação do projeto reforça que a megaobra bilionária está inserida em um complexo industrial já estruturado, com implicações diretas na mobilização regional de trabalhadores e na contratação de serviços de apoio em municípios próximos.

Contratos e empresas: nove acordos já assinados para tirar o Trem 2 do papel

Para viabilizar a retomada, a Petrobras firmou nove contratos com empresas de engenharia, construção e tecnologia.

Entre as companhias citadas estão Consag, Tenenge, CPL, Possebon, Tecnosonda e Schneider Electric, compondo o núcleo de fornecedores associados ao avanço do canteiro.

A presença desses contratos é tratada como etapa operacional decisiva da megaobra bilionária, porque define frentes de trabalho, cronogramas de execução e a capacidade de escalar rapidamente a mobilização, que já começou e tende a crescer de forma gradual.

Empregos: 2,5 mil já mobilizados e projeção de até 30 mil ao longo da megaobra bilionária

Os números divulgados apontam que mais de 2,5 mil trabalhadores já atuam nas obras, com expectativa de crescimento gradual durante a construção.

O teto de mobilização informado é de até 30 mil empregos diretos e indiretos ao longo do projeto.

Além dos postos diretamente ligados ao Trem 2, o texto associa a megaobra bilionária a oportunidades indiretas em alimentação, transporte, hospedagem, comércio e serviços especializados, com aumento de circulação de renda em Ipojuca e municípios vizinhos.

A demanda por mão de obra também é descrita por perfis profissionais: engenharia, segurança e gestão de projetos, técnicos de manutenção, instrumentação e automação, além de soldadores, montadores, eletricistas e operadores de equipamentos.

Há ainda serviços de apoio em limpeza industrial, logística e alimentação coletiva.

Capacidade e produção: 130 mil barris por dia e diesel S10 em escala industrial

Nos parâmetros técnicos, o Trem 2 é apresentado como adição de 130 mil barris por dia de capacidade de refino.

Com a expansão, a RNEST total poderá chegar a 260 mil barris por dia, combinando Trem 1 e Trem 2 na mesma planta.

No recorte de produção, a megaobra bilionária é associada a aumento de diesel S10.

A estimativa divulgada é de acréscimo de cerca de 13 milhões de litros por dia de diesel S10 à capacidade nacional, além de outros derivados.

Esse volume é apresentado como reforço ao atendimento das regiões Norte e Nordeste e como instrumento para reduzir a necessidade de importações, alinhando produção e logística de combustíveis com o objetivo declarado de diminuir dependência externa.

Cronograma até 2029 e integração com o Trem 1 modernizado em 2025

O cronograma informado prevê conclusão até 2029, dentro do Plano de Negócios 2025-2029.

A referência ao plano amarra a megaobra bilionária à janela oficial de investimentos da companhia e define o horizonte para entrada em operação do Trem 2.

Na infraestrutura existente, a RNEST inaugurou o Trem 1 em 2014 e, em março de 2025, a Petrobras concluiu obras de modernização do Trem 1.

A modernização é apresentada como preparação para operar de forma integrada com o Trem 2, elevando padrões de eficiência e segurança.

O efeito no abastecimento: menos importação e combustível de maior qualidade

A estratégia descrita para a megaobra bilionária é elevar a oferta de combustíveis de maior qualidade e menor teor de carbono, com ênfase na expansão do parque de refino.

Nesse ponto, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, é citada destacando o ganho de qualidade associado à ampliação.

Com a expansão, a RNEST tende a aumentar a produção de diesel e outros derivados estratégicos, consolidar-se como polo de refino para o Norte e Nordeste e ampliar a oferta de combustíveis de menor impacto ambiental. O texto também relaciona esse movimento ao fortalecimento da cadeia de petróleo e gás e à organização da infraestrutura de refino e abastecimento no país.

A confirmação de investimento superior a R$ 8,3 bilhões coloca a megaobra bilionária do Trem 2 da RNEST como um dos maiores projetos industriais recentes em Pernambuco, com projeção de até 30 mil empregos diretos e indiretos e conclusão prevista até 2029.

Além de contratos já firmados e mobilização inicial de 2,5 mil trabalhadores, o plano conecta capacidade de 130 mil barris por dia e expansão de diesel S10 a um objetivo central: reduzir importações de combustíveis.

Para quem acompanha impactos locais, o efeito imediato é a pressão por mão de obra e serviços em Ipojuca e região de Suape; para quem observa o mercado de combustíveis, o ponto técnico é a integração com o Trem 1 modernizado em março de 2025 e a promessa de elevar a oferta de diesel S10 até 2029.

 

Fernando Frazão/Agência Brasil

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