quarta, 07 de janeiro de 2026
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BRASIL E COLÔMBIA COLABORAM PARA PRISÃO DE SUSPEITO ALVO DA PF

João Paulo - 06/01/2026 11:20 - Atualizado 06/01/2026

A Polícia Federal (PF) do Brasil participou da captura no território da Colômbia de um alvo suspeito de participar de um amplo esquema de tráfico internacional de drogas. O colombiano preso no dia 2 de janeiro aguarda extradição para julgamento em território brasileiro. De acordo com informações da FICCO/AM, a nova ação é um desdobramento da Operação Xeque-Mate de outubro de 2025, quando começou o combate ao tráfico de drogas contra uma organização criminosa atuante no Estado do Amazonas.

De acordo com informações da FICCO/AM, a nova ação é um desdobramento da Operação Xeque-Mate de outubro de 2025, quando começou o combate ao tráfico de drogas contra uma organização criminosa atuante no Estado do Amazonas. O colombiano foragido estava em seu país no momento da prisão, e vinha fugindo a um ano das autoridades. No processo, ele realizou até procedimentos estéticos para dificultar seu rastreio, mas de nada adiantou.

O suspeito que não teve a identidade revelada participou ativamente do procedimento de lavagem de dinheiro, inclusive com uso de fintechs e criptomoedas. “A ação reforça a eficácia da cooperação internacional e do compartilhamento qualificado de informações no enfrentamento às estruturas financeiras de organizações criminosas com atuação transnacional, evidenciando o compromisso da FICCO/AM no combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado“, disse a autoridade brasileira em nota.

Foragido, outro colombiano que não teve a identidade revelada pela autoridade policial estava em Valência (Espanha). Com seu nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol, as autoridades prenderam ele em uma ação de cooperação internacional entre autoridades. Sua prisão ocorreu no dia 5 de novembro de 2025, onde ele também aguarda extradição ao país. Ambas as detenções comprovam que os países europeus e latino americanos colaboram ativamente na investigação internacional de crimes, principalmente de tráfico de drogas.

Vale lembrar que a Colômbia é um país com forte associação internacional ao tráfico de drogas desde os tempos de Pablo Escobar, principalmente cocaína. E o tema foi reforçado pelo presidente Donald Trump, que acusou seu par Gustavo Petro de ser um dos líderes da organização criminosa. A fala ocorreu no domingo (4), após a prisão de Nicolás Maduro da Venezuela. Em sua defesa nesta segunda-feira (5), Petro disse que não é um traficante e não participa de organizações criminosas. Por fim, ele disse ter promovido operações de combate ao tráfico em seu país.

“Hoje vou verificar se as palavras em inglês de Trump correspondem ao que a imprensa nacional noticia. Portanto, responderei mais tarde, quando entender o verdadeiro significado da ameaça ilegítima de Trump. Embora eu não tenha sido soldado, conheço a guerra e as operações clandestinas. Jurei nunca mais tocar em armas depois do Acordo de Paz de 1989, mas pelo bem do meu país, pegarei em armas novamente, armas que não quero. Não sou ilegítimo, nem traficante de drogas. Meu único bem é a casa da minha família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários são públicos. Ninguém conseguiu provar que gastei mais do que ganho. Não sou ganancioso.”

(Foto: FICCO/AM)

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