

O número de feminicídios e tentativas de feminicídio praticados com arma de fogo cresceu 52% em 2025. O levantamento, feito pelo Instituto Fogo Cruzado, mostra que ao menos 50 mulheres cis e trans foram vítimas desse tipo de violência nos 57 municípios das regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Belém, enquanto, em 2024, foram 33 casos. Somente em novembro, cinco mulheres sofreram ataques em um intervalo de dez dias. No Rio de Janeiro, onde 21 mulheres foram vitimadas em 2025, Andrielli Malaquias Messias, de 17 anos, foi atacada a tiros pelo ex-namorado, na Cidade de Deus, na Zona Sudoeste do Rio, no dia 30.
O homem foi até a casa da vítima e utilizou uma criança para atraí-la ao local de ataque, onde atirou diversas vezes contra ela. Dois dias antes, em 28 de novembro, Allane de Souza Pedrotti Mattos e Layse Costa Pinheiro foram mortas num ataque a tiros dentro do Cefet do Maracanã, na Zona Norte do Rio. O atirador, que era funcionário da instituição, se matou em seguida. Em Salvador e região metropolitana, onde 11 casos foram mapeados em 2025, Rayane Barreto Marques dos Santos, de 20 anos, foi morta a tiros pelo namorado em um apartamento no Residencial Lagoa da Paixão, na localidade da Lagoa da Paixão, no bairro Moradas da Lagoa, no dia 22. Também em Salvador, uma mulher identifi cada como Joseane Cássia dos Santos foi encontrada morta, com marcas de tiros, no dia 21 de novembro, dentro de um veículo estacionado em um supermercado localizado na Av. Elmo Serejo de Farias, Cia I. Um homem, encontrado sem vida junto da vítima, teria sido o autor dos disparos.
Ainda no começo do ano, Solange Vieira de Oliveira, de 50 anos, foi morta a tiros pelo seu companheiro dentro de casa, na Rua Cabo Hermito de Sá, no Brejo da Guabiraba, no www.fogocruzado.org.br
Recife, no dia 25 de janeiro. Solange foi uma das 15 mulheres vítimas de feminicídio ou tentativa na região metropolitana do Recife em 2025.
No Pará, três casos de feminicídio ocorreram na região metropolitana de Belém. Um deles foi praticado por agente de segurança. Bruna Meireles Corrêa, de 32 anos, foi morta a tiros pelo ex-namorado, o policial militar identifi cado como Wladson Luan Monteiro Borges. A vítima foi baleada dentro do veículo do agente de segurança, após uma discussão, no dia 12 de março. O caso aconteceu na Pedreira, em Belém.
Em média, a cada quatro casos de feminicídios praticados com arma de fogo ocorridos em 2025, um foi cometido por agente de segurança. Ao todo, 12 casos do tipo foram registrados no ano. Número maior que o registrado em 2024, quando oito feminicídios ou tentativas foram praticados por agentes de segurança do estado.
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil