domingo, 07 de dezembro de 2025
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AVANÇO DA PRODUÇÃO BAIANA É PUXADO PELA FABRICAÇÃO DE ALIMENTOS EM SETEMBRO

LUIZA NASCIMENTO - 11/11/2025 15:48

O crescimento da produção industrial da Bahia frente a setembro/24 (+1,8%) foi consequência de aumentos tanto na indústria extrativa (+13,8%), que registrou o terceiro resultado positivo consecutivo, quanto na indústria de transformação, que avançou pelo segundo mês (+1,1%), mostrando altas de produção em 5 das 10 atividades investigadas separadamente no estado.

A fabricação de produtos alimentícios (+8,1%) registrou o segundo maior aumento de produção no mês e deu a principal contribuição positiva para o resultado geral da indústria baiana. O segmento voltou a ter alta depois de recuar em agosto (-6,1%), mas ainda apresenta resultado negativo no acumulado no ano (-2,3%).

O segundo impacto positivo mais forte no resultado geral da indústria baiana, em setembro, veio da fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (+3,4%). A atividade mostrou o quarto resultado positivo seguido e tem o maior peso na estrutura industrial baiana.

A maior taxa de crescimento da produção veio, porém, da fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+44,4%), que também registrou a terceira alta consecutiva e tem o melhor resultado acumulado em 2025 (+22,4%).

Por outro lado, dentre as cinco atividades com produção em queda no estado, em setembro, a fabricação de produtos químicos (-6,5%) exerceu a principal influência negativa no resultado geral da indústria baiana. O segmento teve um segundo recuo consecutivo e acumula retração de -6,7% em 2025.

A metalurgia (-7,7%) também teve queda significativa, mostrando um terceiro resultado negativo seguido e recuo também no acumulado no ano (-0,9%). Já a maior retração ficou com a preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-10,8%). O segmento apresenta resultados mensais negativos seguidos desde fevereiro deste ano e tem a maior queda acumulada de janeiro a outubro (-11,8%).

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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