

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (10) uma nova linha de crédito habitacional voltada à classe média, com o objetivo de ampliar o financiamento imobiliário e estimular a construção de moradias e o emprego no setor.
As principais mudanças são:
O valor máximo dos imóveis financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) sobe de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.
A Caixa Econômica Federal volta a financiar até 80% do valor do imóvel (antes, o limite era 70%), por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).
As novas regras permitirão o financiamento de 80 mil novos imóveis com juros de até 12% ao ano, abaixo da taxa básica de 15%.
No campo regulatório, o governo e o Banco Central anunciaram mudanças no uso dos recursos da poupança para crédito imobiliário. Até 5% dos saldos poderão ser deduzidos dos depósitos compulsórios, liberando mais capital aos bancos. O novo modelo deve gerar R$ 111 bilhões em recursos no primeiro ano, sendo R$ 52,4 bilhões a mais que o sistema atual.
Durante o período de transição, o direcionamento obrigatório de 65% dos depósitos da poupança para o crédito imobiliário será extinto, assim como parte dos depósitos compulsórios no BC, ampliando gradualmente a oferta de crédito.
Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho, a medida beneficia famílias com renda acima de R$ 12 mil, que estavam fora do alcance do programa Minha Casa, Minha Vida, mas não tinham condições de pagar os juros de mercado.