quinta, 28 de agosto de 2025
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LEVI VASCONCELOS AVALIA INSATISFAÇÃO DO PSDB COM A PREFEITURA DE SALVADOR E DISTANCIAMENTO ENTRE ZÉ RONALDO E ACM NETO EM FEIRA DE SANTANA

João Paulo - 28/08/2025 15:00 - Atualizado 28/08/2025

Durante participação no programa De Cara com o Líder, apresentado pelo vice-governador Geraldo Júnior, na rádio Baiana FM (89.3), nesta quinta-feira (28), o jornalista e articulista político Levi Vasconcelos fez uma série de análises sobre o cenário político baiano, abordando a insatisfação do PSDB com a prefeitura de Salvador, a reunião entre o governador Jerônimo Rodrigues e o prefeito Bruno Reis, além dos sinais de distanciamento entre o prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo, e ACM Neto.

Ao comentar sobre o comportamento do PSDB, Levi destacou que o partido tem demonstrado insatisfação com a gestão municipal. “Que o PSDB vem dando sinais de insatisfação, isso sim, já de algum tempo, não é de agora. O PSDB — eu não tenho muitos detalhes sobre a coisa — mas não está lá abraçando ACM Neto e Bruno Reis incondicionalmente. Vejo alguns deputados, como Paulo Câmara, na Assembleia Legislativa, dizerem com absoluta clareza que o PSDB está buscando os seus melhores caminhos, mas não deixa claro quais são esses caminhos”, afirmou.

Em seguida, Levi avaliou de forma positiva o encontro entre Jerônimo Rodrigues e Bruno Reis, ocorrido ontem. Para ele, a reunião foi uma demonstração de maturidade política em nome do interesse público. “O encontro entre as duas partes, entre Jerônimo e Bruno Reis, é uma exceção que deveria ser uma regra. O interesse público deve estar acima de qualquer outro”, disse.

Segundo o jornalista, a agenda tratou de temas centrais da boa governança, como segurança, saúde, educação, mobilidade urbana e a ponte Salvador-Itaparica. Levi lembrou que situações assim são raras e comparou o episódio ao momento em que o então governador Rui Costa e o então prefeito ACM Neto uniram forças durante a pandemia da Covid-19. “Infelizmente, as coisas não acontecem sempre assim, são exceções”, observou.

O articulista também comentou sobre o cenário em Feira de Santana, onde, segundo ele, o prefeito Zé Ronaldo tem dado sinais de perda de alinhamento com ACM Neto. “Zé Ronaldo tem aquele discurso padrão, de que só vai tratar de política em 2026. Mas o simples fato dele, uma figura histórica do União Brasil, ainda não declarar de forma clara apoio a ACM Neto, já é uma punição. Ele evita abrir a boca para dizer: ‘o meu é Neto’”, avaliou Levi.

Levi lembrou ainda que Zé Ronaldo tem alternado aparições públicas entre aliados de Neto e encontros com o governador Jerônimo Rodrigues, o que reforça a leitura de afastamento. Para ele, essa postura tem origem em frustrações políticas, especialmente após não ter sido escolhido para compor a chapa de ACM Neto em 2022. “Até a véspera da definição da chapa, Zé Ronaldo acreditava que seria o escolhido, mas no anúncio, Neto preferiu Ana Coelho. Ele se ressentiu, não quis disputar nenhum cargo e, agora, parece estar descontando isso”, concluiu.

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