O bitcoin operou em alta nesta quinta-feira, 28, à medida que o sentimento é impulsionado por expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deve retomar o ciclo de afrouxamento da política monetária em breve, o que tende a favorecer ativos de risco. No mercado de criptoativos, o resultado da Nvidia, que trouxe alguns pontos que geraram apreensão, ficou em segundo plano.
Por volta das 16 horas (de Brasília), o bitcoin operava em alta de 0,97%, a US$ 112.815,81. O ethereum recuava 2,39%, a US$ 4.489,12, segundo cotações da Binance.
Para Mohammed Taha, da MH Markets, o bitcoin opera em território positivo à medida que os investidores ignoraram o balanço divulgado ontem pela Nvidia.
Segundo ele, os mercados também aguardam dados de preços dos gastos com consumo pessoal dos EUA – que saem amanhã -, pois uma leitura abaixo do esperado pode reforçar as esperanças de um corte em setembro, historicamente um vento a favor de ativos de risco como a cripto. “Além disso, a iniciativa estratégica americana de reserva de bitcoin, apesar de suas limitações a ativos confiscados, continua a sinalizar apoio governamental de longo prazo, sustentando o interesse institucional.”
Enquanto isso, David Morrison, analista da Trade Nation, afirma que o bitcoin encontrou suporte na faixa dos US$ 110 mil, enquanto o seu indicador de convergência e divergência da média móvel (MACD, na sigla em inglês) “recuou abaixo do neutro”. O MACD é um indicador técnico usado por alguns investidores para acompanhar se o desempenho de um determinado ativo tende a continuar. “Embora isso indique que o momento esteja para baixo, também significa que há espaço para o bitcoin se valorizar a partir daqui, caso o sentimento se torne positivo”, escreve.
Alex Kuptsikevich, analista-chefe de mercado da FxPro, diz que o crescimento de altcoins, aliado à recente alta dos índices acionários, criou um ambiente de maior apetite por risco. A queda do bitcoin para US$ 110 mil, por sua vez, ajudou a restaurar sua atratividade para os compradores.
Fonte: Estadão Conteúdo
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