

Dor, curvatura anormal no pênis, dificuldade durante a relação sexual e até impotência. Apesar de atingir milhões de homens, a Doença de Peyronie ainda é pouco discutida e frequentemente diagnosticada tardiamente, em razão da resistência masculina em buscar atendimento médico precoce.
No mês em que se celebra o Dia do Homem, em 15 de julho, especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce da condição, caracterizada pela formação de placas fibrosas no pênis, que provocam deformidades na ereção e podem impactar a vida sexual e a saúde emocional dos pacientes.
Em Salvador, a fisioterapeuta pélvica Patrícia Lordêlo destaca que a doença pode evoluir de forma silenciosa. “Muitos homens acreditam que as alterações são normais ou evitam procurar ajuda por constrangimento. Sem acompanhamento, a condição pode se agravar e comprometer a função sexual, a autoestima e a qualidade de vida”, afirma.
Estudos indicam que a Doença de Peyronie atinge entre 3% e 10% da população masculina. No Brasil, a prevalência é estimada em cerca de 7%, o que representa milhões de homens, muitos sem diagnóstico por falta de informação ou acompanhamento médico.
Entre os sintomas mais comuns estão dor, curvatura progressiva, deformidade e redução do tamanho peniano. Em alguns casos, também pode haver dificuldade de ereção e penetração, além de impactos psicológicos como ansiedade e insegurança.
A especialista, fundadora do Instituto Patrícia Lordêlo (IPL), reforça que os sinais não devem ser ignorados. “Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de evitar complicações e preservar a função sexual”, alerta.
Cultura masculina
O comportamento de buscar menos atendimento médico entre homens agrava o cenário. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (IBGE) mostram que as mulheres realizam mais consultas e fazem acompanhamento preventivo com maior frequência, enquanto os homens tendem a procurar ajuda apenas em fases mais avançadas das doenças.
“Com acompanhamento regular, muitos casos poderiam ser identificados e tratados precocemente”, reforça Patrícia Lordêlo. A doença é autolimitada, tendo uma fase aguda – quando ainda há modificação da angulação e dos sintomas de maneira espontânea – e uma fase crônica, quando se alcança a estabilidade da disfunção.
Em Salvador, o tratamento pode ser realizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no IPL, ampliando o acesso ao diagnóstico e à assistência especializada.
Sobre o IPL
Com mais de 20 anos de dedicação à saúde pélvica, a fisioterapeuta, professora e pesquisadora Dra. Patrícia Lordêlo fundou o Instituto Patrícia Lordêlo (IPL) em 2019. Anteriormente, suas pesquisas e atendimentos eram realizados na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, por meio do Centro de Atenção ao Assoalho Pélvico (CAAP), cuja sede atual fica localizada no próprio IPL, no Itaigara, e concentra todas as investigações da área.
Diante do sucesso das ações e da demanda crescente, o instituto foi criado com o objetivo de ampliar o atendimento e a formação profissional, oferecendo serviços gratuitos e capacitação de excelência, tornando-se sinônimo de referência. O IPL, com assistência 100% SUS, possui quase 500m² de área, distribuídos em 20 consultórios amplos, climatizados e acessíveis. A estrutura é equipada com tecnologias que permitem diagnósticos precisos e tratamentos individualizados. Site: www.iplbr.org