sexta, 01 de maio de 2026
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EXPLOSÃO DE RES E RJS NO BRASIL: O “EFEITO DOMINÓ” NO CRÉDITO E O PAPEL DO SEGURO COMO ÂNCORA DE SOBREVIVÊNCIA

João - 24/04/2025 12:11 - Atualizado 24/04/2026

Os recentes pedidos bilionários de Recuperação Extrajudiciais enviaram uma onda de choque pelo mercado financeiro, ligando o sinal de alerta em toda a cadeia de suprimentos nacional. O cenário serve como um aviso severo para o ecossistema corporativo: em momentos de ruptura de crédito, o seguro não é apenas um custo de balanço, mas a ferramenta que define quem mantém as operações vivas e quem sucumbe à asfixia financeira.

Para Valéria Leite, diretora de Crédito e Garantia da Alper Seguros, o impacto dessas reestruturações bilionárias é imediato e sistêmico. “O mercado de crédito entra em estado de alerta. Como falamos de mutualismo, o impacto no setor vem como um efeito dominó, gerando restrição para novas demandas e atingindo diretamente a cadeia de fornecedores”, explica. Segundo a diretora, o anúncio de uma recuperação, seja judicial ou extrajudicial, causa uma retirada de capacidade no seguro garantia, onde os mercados costumam suspender o crédito para novos negócios.

O exemplo das gigantes varejista e energética acende um debate sobre a saúde dos fornecedores. Muitos negócios são afetados em cadeia, e o “nervosismo” das seguradoras pode travar operações saudáveis por associação. É neste ponto que a transparência técnica se torna o ativo mais valioso de uma empresa.

José Bernardo, diretor executivo de cativas, sinistros e gestão de risco da Alper Seguros, ressalta que a sobrevivência em tempos de crise depende da redução da “assimetria de informações”. Para ele, as empresas que possuem estruturas de corretoras cativas conseguem apresentar dados com o mesmo rigor técnico exigido por bancos e credores, evitando taxas punitivas.

“Na ‘hora da dor’, nossa função é traduzir o momento financeiro em fundamentos operacionais. É um contrassenso comum achar que a recuperação judicial aumenta o risco operacional; muitas vezes, o alívio no fluxo de caixa permite que a empresa direcione recursos para a proteção de ativos que antes estavam sufocados pelo serviço da dívida”, afirma José Bernardo.

Seguro como ferramenta de liquidez

O cenário atual consolida a percepção de que a viabilidade de uma companhia em crise não é decidida apenas nos tribunais, mas na sua capacidade de manter a confiança do mercado segurador. A parceria entre uma subscrição técnica de crédito rigorosa e a atuação consultiva de uma corretora integrada funciona como um “pulmão estratégico”.

“O seguro de crédito e o seguro garantia são ferramentas para balancear estruturas financeiras complexas”, pontua Valéria Leite. José Bernardo complementa: “Transformamos o seguro de um gasto estático em um viabilizador de liquidez. Nossa missão é garantir que o ecossistema produtivo permaneça resiliente, preservando empregos e a continuidade das cadeias de suprimento, mesmo diante de crises de liquidez de altíssima severidade”.

O alerta para o mercado é claro: em 2026, a antecipação de riscos e a governança técnica em seguros são o que impedem que uma crise financeira se transforme em um encerramento definitivo de atividades.

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