O ouro encerrou a sexta-feira (4) em queda, voltando a ficar abaixo do nível de US$ 3.100 por onça-troy, influenciado pela alta volatilidade nos mercados internacionais. Os investidores continuam atentos às novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos e às medidas de retaliação da China, o que aumentou os receios de uma possível recessão global.
O contrato futuro de ouro com vencimento em junho caiu 2,76%, fechando o dia cotado a US$ 3.035,40 por onça-troy na Comex, divisão de metais da Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). Durante a manhã, o metal chegou a registrar alta superior a 1%, impulsionado pela procura por ativos de proteção.
No entanto, ao longo da tarde, o cenário se inverteu, e o ouro passou a cair, influenciado por movimentos de realização de lucros e pela venda de posições para cobrir prejuízos em outros mercados, conforme explicaram analistas do Commerzbank.
Mesmo com o recuo, o ouro ainda é considerado uma opção segura em momentos de instabilidade. As tensões comerciais, intensificadas pelas medidas do presidente Donald Trump e pelas respostas da China, provocaram fortes perdas nos mercados — só na sessão anterior, empresas americanas listadas em bolsa perderam mais de US$ 2 trilhões em valor de mercado.
O agravamento da guerra comercial aumenta o risco de uma recessão e dificulta possíveis acordos, fazendo com que o mercado aposte em um corte de 1 ponto percentual na taxa de juros dos EUA até o fim do ano. Com a inflação pressionada pelas tarifas, os juros reais devem cair — cenário que tende a favorecer a valorização do ouro, segundo o Commerzbank.
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