O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumpriu as promessas recentes e anunciou as “tarifas de reciprocidade” aos seus parceiros comerciais ontem (2). Há quem diga que, para o Brasil, o “tarifaço” até “saiu barato”. Mas será? Como as medidas podem impactar o mercado? E o bolso dos brasileiros?
Com dólares saindo do Brasil, a moeda fica mais “escassa” por aqui e, portanto, tende a subir. E quem pensa que isso só é ruim para quem vai viajar para a Disney está muito enganado. Muitos produtos consumidos internamente dependem de insumos importados ou têm seus preços atrelados à moeda norte-americana. É o caso do trigo, amplamente utilizado na produção de pães, massas e biscoitos. Então, com o dólar mais caro, o preço desses alimentos sobe também.
O mesmo acontece com a gasolina, que tem seu preço influenciado pela cotação internacional do petróleo (que é dada em dólar). E quando a gasolina encarece, os custos de transporte sobem e afetam os preços de outros bens. Isso tudo sem falar nos produtos eletrônicos e eletrodomésticos, que dependem de componentes importados.
Além disso, quando os juros estão elevados em outros países (especialmente os mais seguros), o Banco Central brasileiro também deve manter a Selic elevada por aqui, para tentar atrair capital estrangeiro “pagando mais” para o investidor que aplicar seu dinheiro aqui.
Imagem de Victoria por Pixabay