Fruto de uma parceria entre a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) e a Galvani Fertilizantes, o Projeto Irecê ganha um novo impulso. O empreendimento, que deve tornar a Bahia independente da importação de fertilizantes fosfatados, passa a representar um investimento de R$ 1,1 bilhão ao Estado da Bahia. Do novo montante injetado, R$ 10 milhões serão destinados à educação na Bahia.
A decisão de ampliar o investimento no projeto foi formalizada durante reunião entre a diretoria da estatal baiana e da empresa líder na produção e distribuição de fertilizantes na região do Matopiba, realizada nesta semana, em São Paulo. O projeto prevê a produção de fosfato em mina da CBPM localizada no município de Irecê e o beneficiamento do minério em unidade fabril da Galvani, localizada no município de Luís Eduardo Magalhães.
A reunião contou com a presença do presidente da CBPM, Henrique Carballal, do vice-presidente, Carlos Borel, e dos executivos da Galvani, incluindo o diretor-presidente, Marcelo Silvestre, a diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade, Sylvia Tabarin, o diretor de Implementação de Projetos, Felippe Camargo, e o diretor Administrativo Financeiro, Danilo Casalino.
Educação como legado
De acordo com o presidente da CBPM, como parte do compromisso social do projeto, a estatal e a mineradora destinarão R$ 10 milhões para investimentos em educação na Bahia entre os anos de 2025 e 2026. A partir de 2027, serão alocados R$ 2 milhões anualmente para um fundo de educação. “Estou aguardando definir com o governador Jerônimo Rodrigues como será a aplicação desse recurso nesses dois primeiros anos e, a partir de 2027, destinaremos R$ 2 milhões por ano para o desenvolvimento da educação no nosso estado”, informou Carballal.
Autossuficiência na produção de fertilizantes
Com os avanços do Projeto Irecê, a Bahia se tornará independente da importação de fertilizantes fosfatados e passará a atender 30% da demanda das regiões Norte e Nordeste do País. “Esse resultado é possível graças ao trabalho desenvolvido pela CBPM, que tem avançado diariamente em pesquisas e descobertas de novas reservas de fosfato no estado”, afirmou Borel.
Inovação e sustentabilidade
O projeto também se destaca pela inovação e sustentabilidade. Isso porque o método de operação desenvolvido para o Projeto Irecê permitirá o aproveitamento integral dos rejeitos da produção mineral. Resíduos como calcário, potássio e magnésio serão reaproveitados como remineralizadores de solo.
“A CBPM já firmou um compromisso de doação de 10 mil toneladas anuais desses remineralizadores para a agricultura familiar baiana”, destacou o presidente da estatal.
Operação de grande porte
Outro avanço anunciado para o Projeto Irecê é chegada de um forno de última geração importado da Alemanha. O equipamento será montado na China, onde deve embarcar nos próximos dias. Assim que chegar ao Brasil, o forno passará por uma operação logística de grande porte até ser instalado na mina de fosfato em Irecê, onde deve chegar no mês de agosto. O equipamento é uma ferramenta fundamental para a otimização da produção de fosfato, prevista para iniciar em abril de 2026.
“Com esses investimentos e iniciativas, o Projeto Irecê se consolida como um dos mais importantes da mineração baiana, impulsionando a economia, promovendo a sustentabilidade e fortalecendo a educação no estado”, completou Carballal.
Foto: Divulgação/CBPM