A notícia de que os bancos, que têm a fatia de controle da Novonor na Braskem como garantia de empréstimos concedidos à Odebrecht no passado, pretendem executar a dívida e alocar os recursos em um fundo com a Petrobras movimentou o mercado.
Há informações de que os bancos credores, que detém ações da petroquímica como garantia de dívidas de cerca de R$ 15 bilhões, estariam negociando um acordo em que colocariam suas ações num fundo e a Petrobras, que já detém 36,1% do capital global da Braskem, assumiria o controle da empresa.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (26) a Petrobras disse que ainda não há nada decidido, e que fez a due dilligence para eventual exercício de “tag along” ou direito de preferência, na hipótese de alienação das ações detidas pela Novonor na Braskem.
Mesmo negando, o interesse da Petrobras na Braskem é explícito e uma necessidade da empresa no médio prazo. As ações da Braskem subiram mais de 10% no mercado nesta quarta-feira (26).
Analistas ouvidos pelo Bahia Econômica, explicam que há uma tendência global no sentido das grandes petroleiras como a Petrobras expandirem seus negócios rumo à indústria petroquímica.
Apesar do ciclo atual de baixa na petroquímica, o futuro aponta para uma demanda crescente e a integração vertical, já elas produzem matérias-primas para a indústria petroquímica (como etano e nafta), tende a melhorar a eficiência e os lucros. Gigantes como ExxonMobil, Shell, Saudi Aramco e BP já vêm investindo pesado na petroquímica.