A economia baiana tem uma parcela significativa de seu PIB gerada pelo setor de óleo e gás, e a Refinaria de Mataripe desempenha um papel central nessa produção. Desde que a Acelen assumiu a planta, a refinaria — que operava abaixo de sua capacidade produtiva — elevou sua produção de 289 mil para 302 mil barris por dia. Além disso, foram investidos cerca de R$ 2 bilhões na modernização do processo produtivo, tornando a Refinaria de Mataripe mais eficiente e competitiva.
Com a revitalização do complexo industrial e a introdução de inovações tecnológicas, a RefMat — maior produtora de derivados de petróleo do estado — passou a representar 14% da capacidade total de refino do Brasil, abastecendo grande parte do mercado nordestino. A modernização trouxe mais competitividade, inovação e sustentabilidade para a refinaria, posicionando-a entre as mais avançadas da América Latina.
“Investimos significativamente mais em nossa gestão do que a média histórica, e os resultados comprovam a transformação do ativo”, afirma Celso Ferreira, vice-presidente de Operações da Acelen.
Sustentabilidade e Eficiência Energética
A refinaria também tem promovido avanços ambientais e operacionais. Em 2024, a unidade alcançou seu melhor resultado histórico em eficiência hídrica, reduzindo em 29% o consumo total de água, comparando dezembro de 2021 a dezembro de 2024. Essa economia equivale a 4,7 bilhões de litros de água, suficientes para abastecer as cidades baianas de Candeias e São Francisco do Conde, que juntas somam 110 mil habitantes.
A redução do consumo de energia foi outro destaque, com uma queda de 7% no consumo total por barril processado. Essa economia anual equivale ao consumo residencial de eletricidade de todo o estado de Roraima (636 mil habitantes), resultando em uma economia superior a R$ 100 milhões em custos de energia e gás natural apenas em 2024.
“Reduzimos em 37% o custo absoluto de energia, passando de R$ 2,05 bilhões/ano em 2022 para R$ 1,30 bilhão/ano em 2024. Além disso, conseguimos uma redução de 46% nos custos energéticos (US$/bbl), combinando melhorias técnicas, gestão de contratos de energia e fatores externos como câmbio e preço do Brent”, explica Celso Ferreira.
A refinaria também avançou na redução de emissões. Desde que a Acelen assumiu a operação, houve uma queda de 54% na emissão de gases para o flare e para o meio ambiente. Em 2024, a refinaria atingiu seu melhor resultado histórico, reduzindo em 14% as emissões para o flare em relação à meta do ano. Além disso, a emissão de enxofre caiu 81% em comparação com 2022, e a meta anual foi superada com uma redução de 67%.
Outra conquista importante foi a diminuição de 24% na geração de resíduos sólidos em relação à meta do ano, representando uma redução de 35% em comparação com 2023. O marco foi alcançado com a implementação do programa Aterro Zero, que reduziu em 87% a destinação de resíduos para aterros sanitários. O programa foi criado para fortalecer a economia circular e minimizar o impacto ambiental das operações da refinaria.
Recordes de Produção
Em outubro de 2024, a Refinaria de Mataripe atingiu um novo recorde na produção de destilados médios, alcançando 530 mil metros cúbicos, incluindo querosene de aviação (QAV), diesel S10, S500 e diesel marítimo, superando a marca anterior de 508 mil m³ registrada em maio do mesmo ano — um aumento de 4,2%.
A refinaria também aumentou a participação de destilados médios (diesel S10, diesel S500, MGO e QAV) em sua produção total, passando de 34% em 2022 para 40,5% em 2024.
Outro marco importante foi o recorde de produção de querosene de aviação (QAV) em 2024. A refinaria ultrapassou os 607 mil metros cúbicos desse combustível, um aumento de 60% em relação aos 383 mil m³ produzidos em 2023.
“Nosso investimento na recuperação e modernização do complexo industrial trouxe mais segurança e produtividade, além da adoção da transformação digital e das tecnologias da Indústria 4.0. Isso nos permitiu ampliar a produção de refinados e melhorar a eficiência operacional”, conclui Celso Ferreira.
À medida que a principal empresa do setor de petróleo e gás na Bahia se moderniza e se torna mais produtiva, a economia do estado também se fortalece, gerando mais empregos e renda para os baianos.