As mudanças climáticas estão acelerando a escassez hídrica no mundo e essa situação exige soluções inovadoras e sustentáveis para otimizar o uso deste bem natural e fundamental para a manutenção da vida. Para Marcelo Dourado, síndico administrador do Condomínio Busca Vida, localizado numa Área de Proteção Ambiental, o Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, é um convite para refletirmos sobre práticas que reduzam o desperdício e valorizem esse recurso essencial. “Dentre elas, destaca-se, como uma alternativa eficiente, a reutilização da água cinza – proveniente de atividades domésticas como banho e lavagem de roupas”, explica.
Para tornar essa prática viável, a implementação de Estações de Tratamento de Efluentes (ETE) tem se tornado um investimento estratégico para os condomínios. Essas estruturas tratam efluentes domésticos, permitindo o reaproveitamento sustentável da água cinza. O Reserva Busca Ville, subcondomínio do Condomínio Busca Vida, adotou essa tecnologia para garantir um uso mais racional da água. Segundo o síndico Maurício Salem, a ETE do empreendimento opera com filtros aeróbios, anaeróbios e bioativos, utilizando microrganismos para decompor matéria orgânica e biofiltros para garantir uma purificação extra. Dessa forma, a água tratada se torna adequada para reutilização em diversas atividades.
No condomínio, o recurso tratado é essencial para a irrigação de quadras esportivas e áreas verdes, que somam mais de 45 mil metros quadrados. Além disso, pode ser utilizado na lavagem de calçadas, estacionamentos e fachadas, reduzindo a dependência de água potável. Além do impacto ambiental positivo, o reuso da água também gera economia significativa. No Reserva Busca Ville, por exemplo, são gerados 240 metros cúbicos de água tratada diariamente, resultando em uma economia de aproximadamente R$ 178.500 por mês.
“Diante desses benefícios, fica evidente que o reuso da água não é apenas uma necessidade ambiental, mas também uma escolha inteligente para a sustentabilidade e a redução de custos nos condomínios”, finaliza Marcelo Dourado.