O Dia Nacional da Criança Traqueostomizada, celebrado em 18 de fevereiro, reforça a importância da conscientização sobre os desafios enfrentados por crianças que dependem da traqueostomia para respirar. A data é uma oportunidade para disseminar informações sobre os cuidados necessários e promover a inclusão dessas crianças na sociedade. A traqueostomia é um procedimento que cria uma abertura na traqueia para permitir que o paciente respire direto para os pulmões, realizado em casos de obstruções das vias aéreas superiores, doenças congênitas ou condições respiratórias graves.
De acordo com a médica otorrinolaringologista e especialista em Laringologia, Erica Campos, após a alta hospitalar, um dos primeiros desafios é a falta de destino para o acompanhamento médico da criança. Por isso, a especialista destaca que é fundamental que familiares e cuidadores recebam orientações especializadas para garantir a qualidade de vida dessas crianças. “A traqueostomia pode representar um grande desafio, mas com os cuidados corretos, acompanhamento médico adequado e suporte da comunidade, é possível oferecer às crianças uma vida ativa e segura”, explica.
Além dos cuidados médicos, o apoio psicológico e social é essencial para o bem-estar dessas crianças e suas famílias. Erica pontua que as escolas, os profissionais de saúde e a sociedade em geral desempenham um papel fundamental na inclusão e no acolhimento, permitindo que essas crianças tenham uma rotina com mais independência e qualidade de vida.
No Dia Nacional da Criança Traqueostomizada, a especialista reforça ainda a necessidade de políticas públicas e ações de conscientização para ampliar o acesso a tratamentos especializados e reduzir barreiras enfrentadas pelas famílias. “A informação é uma aliada poderosa para desmistificar a traqueostomia e garantir que essas crianças recebam os cuidados e a inclusão que merecem”, conclui Erica.
Membro Titular da ABORL-CCF (Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial) e Full Member da IATVS (International Association of TransVoice Surgeons), Erica possui Fellowship em Laringologia e Otorrinolaringologia Pediátrica Avançada pela UNICAMP, além de ser Mestre em Neurolaringologia pela mesma instituição. Ela também tem formação complementar no Mount Sinai Hospital, em Nova York, e no Massachusetts General Hospital & Harvard Medical School, em Massachusetts, EUA.
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