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João Paulo - 29/01/2025 14:42 - Atualizado 29/01/2026

Fábio, a CNC hoje está participando de um evento muito importante, de um tema muito importante que é a reforma tributária que vai ser começada, ser implantada esse ano. Quais são os principais pontos da reforma em 2026 que o empresário deve ficar atento? Bom, o empresário deve primeiro se informar sobre o que mudou na tributação do consumo, emite uma nota fiscal, que vende um produto, um serviço. É importante se informar sobre qual é a nova sistemática de apuração do imposto. Embora a gente perceba que o setor de serviço, setor de comércio, tende a ser mais prejudicado pela reforma tributária do consumo, que já foi aprovada e está sendo implementada agora em 2026, essa implementação vai ocorrer de forma gradual. Então, quanto mais tempo levar para o empresário realizar esse planejamento tributário, mais elevação de carga tributária? Na média, como eu te falei, os empresários desse setor têm. Ser prejudicado, mas cada empresa tem uma realidade diferente, que a apuração do imposto, do IVA, o imposto sobre valor agregado, o IVA dual, ele envolve um sistema de débitos e créditos, e cada empresa tem uma realidade diferente. Então, para o empresário do setor de serviços, principalmente, é muito importante ele sentar com o contador e começar a simular como que vai ser essa tributação nos próximos anos. Nesse primeiro momento, esse impacto não vai ser grande, está em uma fase de teste. O cronograma de implementação da reforma tributária começa em 2026 e termina em 2033. Se esse planejamento não for bem feito, lá em 2033, a conta vai ficar bem mais salgada. Em relação a esse período de transição, existe possibilidade de perdas para as empresas que não estiverem dentro desse planejamento? Existe. Existe para as empresas que não entrarem nesse planejamento. Existe possibilidade de perda até para empresas do simples. O simples não acabou, ele continua aí. Acontece que o simples. A tendência é de se tornar desvantajoso daqui pra frente. Uma empresa que não está no Simples, por exemplo, ela gera o crédito tributário ao longo da cadeia na medida em que essas transações foram sendo executadas, empresários do Simples não. Então imagina que você tem uma empresa, você tem um fornecedor que está no Simples, um que não está. O que está no Simples, ele não vai poder gerar crédito tributário pra você, ou seja, mesmo que uma empresa que não está no Simples tenha um preço menos favorável do que quem está no Simples, na hora de dar por ação do imposto essa conta pode se inverter. Mais um motivo, mais uma razão pro empresário fazer essas simulações junto com o contador dele, traçando esse cenário de sete anos daqui pra frente até 2033. Certo. Em relação ao turismo especificamente, o turismo também passa por um momento de baixa estação, de alta estação. Existe uma adequação que essa reforma está prevendo pra esse tipo de cenários, alterações no mercado, tanto do turismo quanto do comércio? Existe esse processo dentro dessa reforma? O turismo é uma atividade bastante sazonal mesmo, é uma característica do turismo, especialmente no nosso país, está muito atrelado ao verão, está nesse momento na alta temporada, a expectativa é positiva.

 

 

Do ponto de vista de geração de receita, a gente viu um cenário favorável ainda. A gente viu um recorde de turistas estrangeiros no Brasil no ano passado, o mercado de trabalho está evoluindo favoravelmente ainda, isso é bom para o turismo doméstico. Agora do ponto de vista de custos, aí a reforma tributária entra também afetando o setor de turismo, mas lembrando que boa parte do setor de turismo passou a contar com uma alíquota reduzida. Se digamos que a alíquota seja de 30%, a alíquota de referência, para o setor de hotelaria, para o setor de eventos, essa alíquota vai ser menor, então o impacto ele tende a ser menor do que outras atividades de serviço, mas a força é o que ele consegue, cada empresário tem que fazer suas contas para tentar se planejar tributariamente para não sacrificar a margem num momento em que a atividade de turismo não tiver o folhego atual, porque economia assim, em um momento isso vai acontecer, então isso não vai aparecer nesse momento agora porque a reforma tributária. Implementada gradualmente, o setor vive um bom momento, mas lá na frente pode ser que isso seja decisivo na coração do resultado das empresas de turismo.

 

 

Olha, o desempenho do comércio, projeto de 2026, a tendência é um resultado positivo. O comércio fechou ano passado com o crescimento que era de 2%, por aí esse ano agora está projetando um crescimento em torno de 4%. Com conta de quê? Mercado de trabalho. A gente já falou, o tempo passa por um momento favorável. Ponte de vista de crédito, o Banco Central vai começar a reduzir o vírus na reunião de março. Isso vai aliviar um pouco, não só a tomada de crédito no comércio, mas a tomada de crédito pelos consumidores. E a inflação está convergindo lentamente, a verdade, mas ela está convergindo com um patamar menor. Então essa nossa expectativa de um crescimento de 4% está baseada na combinação desses fatores para 2026. A gente está bem confiante que algo, se não exatamente isso, é algo bem próximo disso que vai ocorrer esse ano. 4% do PIB? 4% do volume de vendas.

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