O Brasil é autossuficiente em petróleo, mas tem déficit de 600 mil barris do produto refinado e a política de preços da Petrobras está prejudicando as refinarias privadas e gerando prejuízos ao setor.
A análise é do presidente Refina Brasil, Associação de Refinadores Independentes de Petróleo, Evaristo Pinheiro, que afirma que a Petrobras não está reajustando os preços dos seus derivados, mesmo com o aumento dos preços do petróleo e o aumento da cotação do dólar.
“As refinarias privadas estão no pior dos mundos, pois precisam aumentar o preço dos derivados, de acordo com o mercado internacional e competir com a Petrobras cujos produtos já apresentam uma defasagem de 22%”, disse Evaristo.
Para completar, a Petrobras vende seus produtos às refinarias privadas de acordo com o preço de mercado. Ou seja, vende para as refinarias a preços de mercado, mas, enquanto as refinarias privadas são obrigadas a reajustar seus preços na ponta, a estatal segue com preços defasados, trazendo distorções ao mercado.
“Ao praticar preços abaixo do mercado internacional, a Petrobras traz distorções para o mercado e a Petrobras estrangula as refinarias independentes e faz com que elas busquem o mercado internacional para vender seus produtos.”, disse Evaristo.
Se os preços no Brasil são menos competitivos devido à política da Petrobras, exportar derivados passa a ser uma solução natural. É o caso da Acelen, que representa cerca de 14% da produção nacional e anunciou que vai vender diesel para o exterior