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BAIANOS SÃO A CARA DO PRIMEIRO DIA DE FESTIVAL VIRADA SALVADOR 2025

João Paulo - 28/12/2024 07:59 - Atualizado 28/12/2024

Com a cara de um e o focinho de outro, a celebração do fim de ano teve o ‘rosto’ da Bahia. Uma fusão de hits no primeiro dia do Festival Virada Salvador 2025, levou ao palco diferentes artistas baianos, que expressam baianidade em cada um dos seus acordes. Nesta sexta-feira (27), BaianaSystem e Ivete Sangalo subiram ao palco principal da festa. “Ivete tem uma carreira longa no Axé Music e Baiana traz a mistura de muita coisa, do samba reggae ao pop, passando pelo axé também. Vamos ver o novo e o velho axé deles, em uma junção muito boa”, frisou o bacharel em direito Gabriel Sampaio, de 24 anos. Para o jovem, a escolha de misturar BaianaSystem e Ivete Sangalo no primeiro dia deu a cara da Bahia para o festival.

O médico Victor Farias, de 28 anos, concordou. Depois de curtir, freneticamente o som da Baiana, ele aguardava ainda em frente ao palco, as atrações seguintes do festival. “O evento eu já sei que é organizado, porque já vim há alguns anos, vim hoje assistir Baiana e Ivete Sangalo, eles moram no meu coração, tem até uma tatuagem deles aqui”, contou, apontando para o tornozelo onde é possível ver a tatuagem com o símbolo da BaianaSystem. “É o que precisava para começar o festival: Ivete Sangalo e Baiana, é a marca daqui, não tem como”, completou, destacando o fato de que saiu de uma plantão no hospital direto para a Arena O Canto da Cidade, para não perder a fusão de hits dos baianos.

Parecia unânime para qualquer folião que se questionasse sobre suas atrações favoritas da noite: Veveta e Baiana é a resposta na ponta da língua do público. A junção das duas baianidades no primeiro dia de festival foi uma jogada certeira, acredita a servidora pública Manoela Santana, de 28 anos, que ficou com vontade de aparecer para curtir as outras atrações do festival depois de ter aproveitado intensamente o primeiro dia. “A lineup está bem atrativa. Estou vendo que a estrutura deu uma melhorada, tem muitos pontos acessíveis ali. Está sendo uma noite bastante interessante inicialmente. As atrações de hoje têm a cara da Bahia, com certeza. Temos BaianaSystem fazendo essa iniciação e vamos ter mais tarde Ivete, então é muito característico da nossa terra”, comentou.

Direto da Região Metropolitana de Salvador (RMS), o advogado José Carlos Pereira, de 29 anos, enxergou na fusão uma importante oportunidade de enaltecer a cultura baiana, mas que ainda é necessário ampliar a presença de artistas da casa. “[Eles] representam a Bahia para além de Salvador, sim, claro que sempre pode ser mais, pode ter mais bandas, blocos afro, valorizar mais o que é da gente, mas tendo eles já é uma parcela de representatividade significativa”, declarou.

Neste ano, a intenção do profissional do direito foi assistir, principalmente, a Baiana, banda que acompanha desde os ensaios no Centro Histórico. “Admiro a originalidade deles, não tem nada parecido com eles. Eles até costumam falar que eles têm um pouco de tudo. Tem rock, tem reggae, tem pop, tem arrocha, rap. Tem essa originalidade, essa fala da Bahia, bem forte que eles têm, uma valorização do nosso estado, da nossa cultura”.

Crédito: Arisson Marinho/CORREIO

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