O dólar opera em alta nesta terça-feira (17), cotado a R$ 6,1522 às 10h20, um aumento de 0,95% na comparação com a segunda-feira. Na máxima do dia, a moeda norte-americana chegou a R$ 6,1736. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, abriu em leve alta . A valorização da moeda estrangeira ocorre em meio à expectativa de investidores pela votação no Congresso do pacote do corte de gastos enviado pelo governo. As medidas podem ser analisadas na Câmara nesta semana, a última antes do recesso parlamentar.
O governo quer economizar com o pacote R$ 70 bilhões nos próximos 2 anos, e um total de R$ 375 bilhões até 2030. A ideia é evitar um descontrole das contas públicas. No entanto, as perspectivas do mercado para os gastos públicos nos próximos anos são ruins. A alta do dólar ocorre também após a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC), que avaliou justamente a disparada da moeda nas últimas semanas. O Banco Central chegou a intervir para reduzir a pressão do dólar sobre o real. A intervenção fez a moeda estrangeira desacelerar um pouco por volta das 9h40, mas o movimento de forte alta retomou em seguida.
Na última quarta-feira (11), o Copom elevou a Selic, a taxa básica de juros, em 1 ponto percentual, de 11,25% para 12,25% ao ano. Além disso, voltou a indicar que em suas próximas duas reuniões, que acontecem nos primeiros meses de 2025, outras altas de mesma magnitude devem acontecer. Isso deve levar a taxa Selic a um patamar de 14,25% ao ano. Na ata do Copom, o BC justificou o aumento da Selic e a previsão de novas altas com base na disparada do dólar nas últimas semanas e na percepção negativa do mercado sobre o pacote econômico proposto pelo governo, enviado ao Congresso no fim de novembro.
Segundo o blog do Valdo Cruz, para evitar uma desidratação das medidas propostas e garantir a aprovação do pacote, o governo prepara mais R$ 800 milhões de emendas parlamentares para serem liberadas nesta reta de final de ano, além dos R$ 7,6 bilhões já empenhados para deputados e senadores até esta segunda.(G1)
Foto: freepik